Boletim de Conjuntura da Indústria do Óleo & Gás

O Boletim de Conjuntura da Indústria do Óleo & Gás, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apresenta, semestralmente, análises dos principais temas da indústria petrolífera mundial, com ênfase em aspectos técnicos, econômicos e geopolíticos, tendo como compromissos o grau de relevância, a credibilidade e a adequação ao público leitor. Com conteúdo sucinto e de fácil entendimento, tal publicação busca informar a sociedade, bem como subsidiar estudos para o planejamento energético nacional.

Entre os temas abordados pelo Boletim, destacam-se os condicionantes e desafios econômicos, técnicos e geopolíticos relevantes para a dinâmica do mercado mundial de petróleo e derivados. São apresentadas as estratégias de internacionalização, a reestruturação e diversificação de indústrias petrolíferas; a importância dos projetos de recursos não-convencionais e em fronteiras exploratórias; as questões sobre integração energética regional. A publicação também busca contribuir para a análise do mercado global através de dados estatísticos pertinentes com vistas à análise das tendências recentes e perspectivas futuras da indústria petrolífera no Brasil e no mundo.

Número 08

Nesta edição do Boletim de Conjuntura da Indústria do Óleo & Gás, a Empresa de Pesquisa Energética apresenta o Panorama da Indústria de Petróleo e Gás Natural do Irã. O texto descreve um breve histórico do seu desenvolvimento, destacando o papel notável dessa indústria nos desdobramentos políticos e desenvolvimento econômico do país no século XX e início do século XXI. Analisam-se também as reservas e produção de petróleo e gás natural do Irã, com destaque para o campo de South Pars, assim como suas infraestruturas e seus mercados de petróleo, derivados e gás natural. Além disso, o Panorama discute os efeitos das sanções internacionais ao Irã, o que tem limitado a atração de tecnologias e de investimentos estrangeiros pelo país, conferindo grandes desafios à manutenção e expansão da sua capacidade produtiva. 

O Boletim traz ainda análises da Conjuntura Internacional e da Conjuntura Brasil, destacando principalmente os efeitos da pandemia mundial de Covid-19 na indústria global e nacional de óleo & gás, como consequência das medidas de distanciamento social e de restrições de mobilidade. 

Por fim, a sessão Estatísticas exibe os principais dados da indústria de óleo & gás, com destaque para a queda da demanda mundial e elevação dos estoques de petróleo e derivados, e para a redução da oferta total de gás natural no Brasil nos últimos meses.

Número 07

O Boletim de Conjuntura da Indústria do Petróleo ampliou seu escopo e passa a ser denominado, a partir do sétimo número, por Boletim de Conjuntura da Indústria de Óleo & Gás. Nesta edição, apresenta o panorama da Arábia Saudita. Detentor da 2ª maior reserva provada de petróleo, este país mantém uma das maiores capacidades de produção de petróleo e gás natural, e é o principal exportador de petróleo do mundo. Ao longo das últimas décadas, o reino frequentemente foi responsável por equilibrar a oferta e demanda mundial de petróleo. Atualmente, dada sua atividade econômica ser fortemente dependente do setor de petróleo, o governo saudita está investindo para diversificar as suas fontes de receitas, além de assegurar um mercado futuro para suas vultosas reservas de hidrocarbonetos.

No cenário internacional, o preço do petróleo manteve‑se relativamente estável no semestre, apesar dos recorrentes atritos geopolíticos ao redor do mundo, em especial no Oriente Médio. O considerável incremento à oferta global de óleo pelos EUA, e o comprometimento da OPEP+ na continuidade dos seus cortes de produção contribuíram para essa estabilidade. No mercado de gás natural, a conjuntura mundial foi marcada por investimentos e aumento da oferta acima da demanda, ocasionando baixos preços nos mercados internacionais.

No Brasil, foram registrados recordes de produção de petróleo e gás natural, oriundos sobretudo de áreas do Pré-sal. Destacam-se os desdobramentos das rodadas de licitação realizadas. O período também foi marcado por avanços nos desinvestimentos da Petrobras e na busca pela ampliação da concorrência nos mercados de derivados de petróleo e gás natural.


Número 06

O MME divulgou as ações prioritárias para este ano e diversos eventos relevantes contribuíram para o cumprimento dessa agenda. Destaca-se a criação dos programas Abastece Brasil e Novo Mercado de Gás, bem como a atuação do CNPE visando à realização do leilão do excedente da Cessão Onerosa e à definição de diretrizes para promoção da concorrência e atração de investimentos. Ademais, a produção nacional de petróleo atingiu o seu recorde histórico de 2,73 milhões b/d em maio. A seção Conjuntura Brasil do Boletim registra de forma sucinta essas e outras ações ocorridas no País ao longo do 1º semestre de 2019.

A oferta mundial de petróleo permaneceu acima da demanda, a despeito do agravamento da crise na Venezuela, das sanções ao Irã e dos cortes da Opep+. Nesse contexto, o continente americano voltou a ser exportador líquido de petróleo, em grande parte, devido ao crescimento da oferta não convencional dos Estados Unidos. Os preços do petróleo oscilaram entre US$ 53/b e US$ 75/b, encerrando o 1º semestre de 2019 em US$ 68/b. A seção Conjuntura Internacional consolida com objetividade a discussão da geopolítica do petróleo entre janeiro e junho. O Boletim também registra os principais fatos relevantes do período.

 A Argentina foi o destaque da seção Panorama, que apresenta a evolução da indústria petrolífera neste país e os fatores mais importantes para essa trajetória. As descobertas de reservas não convencionais de elevado potencial, a demanda regional de hidrocarbonetos e a movimentação de leilões de blocos exploratórios representam perspectivas promissoras para o desenvolvimento da indústria petrolífera argentina.


Número 05

O quinto número do Boletim de Conjuntura da indústria do Petróleo apresenta o panorama da Venezuela. Detentor da maior reserva global de petróleo, este país enfrentou uma expressiva queda da produção devido às dificuldades enfrentadas pela indústria. A instabilidade político-econômica e restrições de acesso ao crédito em decorrência das sanções financeiras são alguns dos desafios que a Venezuela necessita solucionar para recuperar sua indústria petrolífera.

No cenário internacional, a mudança de balanço entre oferta e demanda contribuiu para uma alta volatilidade dos preços ao longo do semestre. Influenciado pela produção recorde norte-americana, o crescimento da produção saudita e russa, as sanções ao Irã, rupturas em países como Nigéria, Líbia e Venezuela, e a retomada exploratória, os preços atingiram US$ 86/b, mas recuaram ao patamar de US$ 50/b no final de dezembro. Esse movimento de baixa levou a OPEP+ a reavaliar sua estratégia, estabelecendo um novo corte..

No Brasil, a venda do petróleo da União e o arremate dos quatro blocos exploratórios da 5ª Rodada de Partilha de produção indicam que o País conseguiu contornar as incertezas, consolidando-se como um importante ator na oferta mundial deste hidrocarboneto. Em relação ao abastecimento de derivados, destacam-se acidentes em três refinarias, implementação do subsídio ao diesel e revisão do perfil de produção doméstica de derivados.


Número 04

​O quarto número do Boletim de Conjuntura da indústria do Petróleo apresenta o panorama da Rússia. Atualmente, maior exportador mundial de petróleo e de gás natural, e detentor da maior reserva global de gás natural e da sexta maior de petróleo. Este país possui economia fortemente influenciada por essa indústria, apresentando crescente protagonismo na geopolítica da energia e aumento da interação com países da América Latina, Ásia, Norte da África e Oriente Médio.

No cenário internacional, os primeiros meses de 2018 foram marcados por um aumento nos preços do petróleo tipo Brent que atingiu US$ 80/b em maio, influenciado pela manutenção do acordo de corte de oferta da Opep+, redução significativa na produção venezuelana, gargalos logísticos nos EUA e Canadá, maior percepção de risco devido à saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã e do aumento das tensões geopolíticas, além da perspectiva de crescimento da demanda mundial. A flexibilização da política de cortes da Opep+ e a eventual elevação da produção dos EUA podem não ser suficientes para suprir o aumento da demanda, o que ampliaria as incertezas e a volatilidade do mercado no curto prazo.

No Brasil, o êxito de duas rodadas de licitações (4ª Rodada de Partilha e 15ª Rodada de Concessão) e a divulgação da Oferta Permanente de blocos exploratórios reiteram os esforços dispendidos para a retomada do setor. Em relação ao downstream, após a oferta da Petrobras de dois clusters para investidores, discussões acerca da precificação dos combustíveis derivados de petróleo foram ampliadas em decorrência da paralisação nacional de caminhoneiros ocorrida no período.


Número 03

O terceiro número do Boletim de Conjuntura da indústria do Petróleo apresenta o panorama do Oeste da África, região que se tornou relevante para o mercado mundial de petróleo em função de descobertas offshore em águas profundas, principalmente na Angola e na Nigéria. Por ser a costa da Angola uma região geologicamente análoga à Bacia de Santos, é dado a esse país um enfoque especial, detalhando seus principais blocos.

No cenário internacional, os cortes de produção realizados principalmente pela Arábia Saudita e pela Rússia conseguiram reduzir os estoques mundiais de petróleo, ainda que abaixo do pretendido, contribuindo para a elevação dos preços da commodity. Incrementos de produção na Líbia, Nigéria e no shale oil norte-americano atuaram no sentido contrário, aumentando a oferta de petróleo. Outros aspectos relevantes são o enfraquecimento do Estado Islâmico, bem como o aumento das tensões entre sauditas e iranianos.

No Brasil, o sucesso das duas rodadas de partilha de produção, promovidas pelo Governo Federal, evidencia o potencial do pré-sal brasileiro. Outros destaques são a extensão do Repetro, regime especial de tributação para empresas de exploração de petróleo, até 2040; a continuidade do plano de reestruturação da Petrobras e de políticas em andamento que visam adequar a regulação e modernizar o mercado de abastecimento de combustíveis no País.

Número 02

O segundo número do Boletim retrata o desenvolvimento da indústria petrolífera chinesa e sua busca pela autossuficiência no abastecimento de derivados de petróleo, o que vem permitindo maior participação de refinarias independentes. A diversificação de seus parceiros comerciais, bem como o aumento da internacionalização no segmento upstream das empresas chinesas, possibilitaram a redução da dependência em relação às importações de petróleo da Opep, conferindo maior segurança energética e enfatizando o protagonismo chinês no mercado internacional de petróleo.

No panorama internacional, a desarmonia no cumprimento dos países-membros da Opep às cotas estipuladas, os estoques mundiais de petróleo ainda elevados e as expectativas de produção de petróleo não-convencional nos EUA e em outras fronteiras exploratórias contribuem para um cenário de incertezas na indústria petrolífera mundial. Para o Brasil, o crescimento da produção de petróleo consagra sua importância na América Latina. Ademais, destaca-se o empenho em estimular a indústria petrolífera nacional, em especial pelo aumento da confiança e da previsibilidade no setor, através de programas e iniciativas do Governo Federal.

Número 01

​O primeiro número inicia com uma análise do panorama da indústria petrolífera mundial retratando a evolução dos principais indicadores econômicos e de produção, bem como os desafios do setor. Na seção seguinte, são destacados fatos econômicos, técnicos e geopolíticos relevantes, ocorridos entre dezembro de 2015 e novembro de 2016. Em seguida, realiza-se uma análise da conjuntura do mercado de petróleo e derivados, indicando tendências para o setor. Finalmente, são apresentados dados estatísticos pertinentes ao objetivo da análise da indústria petrolífera mundial.