Passado, Presente e Futuro dos Biocombustíveis no Brasil

O documento apresenta a evolução histórica desde o Proálcool, criado em 1975 para reduzir a dependência externa e desenvolver tecnologia nacional, até as políticas atuais que consolidam o país como líder em energia renovável. O etanol brasileiro, com mais de cinco décadas de produção, posiciona o Brasil como segundo maior produtor mundial, responsável por 31% da produção global. Já o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), lançado em 2004, promove inclusão produtiva da agricultura familiar, diversificação de matérias-primas e desenvolvimento regional, fortalecendo a sustentabilidade e a geração de renda, com a introdução do biodiesel na matriz energética brasileira.

A publicação destaca os impactos socioeconômicos e ambientais: mais de 1,2 bilhão de toneladas de CO₂ evitadas, geração de milhares de empregos diretos e deslocamento de US$405 bilhões da importação de combustíveis fósseis. Além disso, apresenta as novas políticas públicas — RenovaBio, Combustível do Futuro e Programa MOVER — que ampliam metas de descarbonização, incentivam tecnologias limpas e posicionam o Brasil como referência global em mobilidade sustentável. Com perspectivas voltadas para combustíveis de baixa emissão, como SAF (combustível sustentável de aviação), diesel verde e hidrogênio, o documento reforça que os biocombustíveis são pilares de uma transição energética justa e inclusiva, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à Agenda 2030.