EPE publica estudo sobre a desigualdade do consumo residencial de energia elétrica brasileiro por classes de renda

​Para o planejamento da expansão da oferta de energia de um país, é preciso identificar as necessidades energéticas dos seus setores demandantes, incluindo o consumo dos segmentos produtivos e das famílias em relação aos diversos serviços energéticos por eles demandados. Quanto melhor o diagnóstico da situação atual, ou seja, quanto mais e melhor se conhece a demanda energética dos diferentes extratos de consumo, mais subsídios se tem para a elaboração de um planejamento energético cada vez mais adequado às reais necessidades da sociedade, contemplando ações e indicações de políticas públicas mais bem direcionadas.

O consumo de energia elétrica do setor residencial brasileiro reflete a grande desigualdade que marca historicamente o país. Para se ter uma ideia, estima-se um consumo residencial per capita anual variando de 371 KWh para a classe de menor renda (equivalente ao consumo residencial per capita do Marrocos) até 2.221 KWh (equivalente ao consumo residencial per capita do Japão) para a classe de maior rendimento em 2019, com 58% da demanda residencial de eletricidade no ano concentrada nas quatro faixas de menor renda (de até 5 salários-mínimos), que juntas representavam cerca de 78% dos domicílios nacionais em 2019.

A avaliação adicional do Índice de Gini Elétrico do setor residencial permitiu mensurar a evolução anual da desigualdade do consumo de eletricidade brasileiro pelos extratos de renda no período de 2005 até 2019, como pode ser constatado no Fact Sheet 'Consumo Residencial de Energia Elétrica por Classes de Renda'.

Acesse o workbook da publicação

Ouça também o podcast elaborado especialmente para essa publicação.


Notícias Relacionadas

EPE analisa o impacto das emissões embutidas na intensidade de carbono de eletrocombustíveis

18/03/2026 - O Informe Técnico "Análise do impacto das emissões embutidas da eletricidade renovável na intensidade de carbono de eletrocombustíveis sob o marco ZNZF da IMO" é resultado de estudo conduzido pela EPE sobre o potencial de descarbonização da e-amônia e do e-metanol como eletrocombustíveis.

Consultas públicas do PDE 2035 e do PNE 2055 são prorrogadas

16/03/2026 - O Ministério de Minas e Energia (MME) prorrogou o prazo das consultas públicas que subsidiarão o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035 e o Plano Nacional de Energia (PDE) 2055, dois dos principais instrumentos de planejamento do setor energético brasileiro. Elaborados pela EPE, vinculada ao MME

EPE realiza reunião técnica com delegação de CEOs da Total Energies para apresentação do panorama energético do Brasil

13/03/2026 - A EPE realizou, no dia 13 de março de 2026, uma reunião técnica com uma delegação internacional de executivos da TotalEnergies, em visita ao Brasil para conhecer o panorama do setor energético nacional e o funcionamento de suas instituições.

EPE apresenta dados e promove debate sobre financiamento da transição e inovação energética

11/03/2026 - O financiamento da transição e inovação energética foi tema de evento realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) na última quinta-feira, 5, em seu escritório-central no Rio de Janeiro. A programação incluiu o lançamento InvesTE e a apresentação dos dados atualizados da plataforma inova-e

EPE publica o Boletim de Conjuntura da Indústria do Óleo & Gás do 2º semestre/2025

10/03/2026 - A edição do Boletim de Conjuntura da Indústria do Óleo & Gás apresenta uma análise dos principais acontecimentos do setor no Brasil e no mundo na segunda metade de 2025. No cenário internacional, o período foi marcado por variação nos mercados de petróleo e gás natural, influenciada por tensões geopolíticas, ajustes na oferta e mudanças nos fluxos comerciais.