EPE publica a edição de junho de 2022 das Perspectivas para o Mercado Brasileiro de Combustíveis no Curto Prazo

O mercado brasileiro de combustíveis líquidos iniciou 2022 com resultados positivos, com aumento de 2,2% nos meses de janeiro a abril em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento tem sido alavancado principalmente pelas vendas de óleo diesel, gasolina C e querosene de aviação.

A demanda seguirá sua trajetória de recuperação ao longo de 2022, retornando aos níveis de 2019 possivelmente em 2023 devido, em grande parte, ao aumento dos preços e às mudanças nas expectativas de crescimento econômico.

Nesta edição de junho, a EPE projeta crescimento para 2022 de 0,8% nas vendas de óleo diesel, de 0,2% nas vendas de gasolina C, de 2,0% nas vendas de etanol hidratado, de 21% nas vendas de QAV, e as de GLP se mantêm.

Apesar da estiagem que afetou a Região Sul neste início de ano, a projeção de crescimento da safra brasileira de grãos 2021/2022 é de 5,7% em comparação à safra 2020/2021. As terras cultivadas e a produção devem aumentar, devido, principalmente, à dinâmica favorável das exportações e ao clima da região Centro-Oeste. O incremento da atividade econômica do País, associado ao saldo de maior movimentação no transporte rodoviário de cargas contribuirão para um novo recorde na demanda de diesel em 2022.

Para os combustíveis do ciclo Otto, a EPE considera que a tendência de crescimento da mobilidade urbana no Brasil se manterá no curto prazo. Estima-se, ainda, uma perda gradual de participação da gasolina para o etanol hidratado no mix de combustíveis ao longo deste ano.

O setor de aviação tem sido prejudicado pelo aumento dos preços, desvalorização do real e menores previsões de crescimento e emprego. Esses pontos afetam principalmente os voos internacionais, sendo que os nacionais devem atingir os níveis pré-pandemia até o final de 2022. Apesar da conjuntura, a demanda total vem crescendo, e deve atingir os níveis de antes da pandemia até o final de 2023.

A demanda de GLP diminuiu em relação aos valores registrados em 2021. O aumento dos preços e o retorno ao trabalho presencial, o que reduz a cocção residencial, são pontos que contribuem para esse resultado. No entanto, os programas de transferência de renda e o aumento do emprego, principalmente no setor de serviços, compensam parcialmente a redução potencial. Assim, diante de um segundo semestre com expectativa de crescimento econômico e maior necessidade de consumo energético para cocção e calefação, a demanda de GLP deve permanecer no mesmo patamar de 2021.

Perspectivas para o Mercado Brasileiro de Combustíveis no Curto Prazo é uma publicação bimestral da EPE que apresenta projeções para as vendas mensais dos principais derivados de petróleo e biocombustíveis no Brasil. A publicação objetiva difundir informações, favorecendo a tomada de decisão no setor de energia.

Clique aqui e acesse o conteúdo completo da edição de junho de 2022.


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