Publicado em 25 de março de 2026
Encontro abordou planejamento energético, expansão da transmissão e combate à pobreza energética, em continuidade ao memorando firmado entre Brasil e Angola

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recebeu, em 25 de março, em seu escritório, o ministro da Energia e Águas de Angola, João Baptista Borges, para uma agenda de intercâmbio sobre planejamento energético, expansão da transmissão e combate à pobreza energética. A visita deu sequência ao diálogo técnico entre os dois países no setor de energia.
A delegação angolana contou também com a participação do cônsul-geral Mateus de Sá Miranda e de outros integrantes do ministério assim como de outras instituições de Angola. Pela EPE, participaram Carlos Cabral, Gustavo Naciff, Rafael Theodoro, Arnaldo Junior e Yuri Vandresen. Durante a reunião, a empresa apresentou o contexto energético do Brasil e instrumentos como o Plano Nacional de Energia 2055 (PNE 2055), o Plano Decenal de Energia 2035 (PDE 2035), o Balanço Energético Nacional (BEN), o WebMap, o Observatório Brasileiro de Erradicação da Pobreza Energética (OBEPE) e os planos ligados à expansão da transmissão, como o Plano de Expansão da Transmissão (PET) e o Plano de Expansão de Longo Prazo (PELP).
Também foram discutidos aspectos da experiência brasileira na organização de dados, na elaboração de estudos técnicos e no apoio à formulação de políticas públicas para o setor energético. A apresentação institucional da EPE destacou seu papel como empresa pública federal vinculada ao Ministério de Minas e Energia, responsável por desenvolver estudos e estatísticas para subsidiar a política energética nacional.
A visita ocorreu após a assinatura, em 24 de março, de um Memorando de Entendimento entre Brasil e Angola para cooperação energética. O acordo estabelece bases para intercâmbio técnico, desenvolvimento institucional e fortalecimento de políticas públicas, com foco em temas como planejamento energético, modernização do setor elétrico, expansão da transmissão e universalização do acesso à energia. Nesse contexto, a agenda na EPE contribuiu para aproximar as instituições e aprofundar a cooperação técnica entre os dois países.