A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Ministério de Minas e Energia (MME) publicaram, nesta quinta-feira (25/3), os cadernos "Meio Ambiente e Energia" e "Consolidação de Resultados", concluindo a disponibilização de produtos que fazem parte do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035.
O caderno “Meio Ambiente e Energia” apresenta os principais aspectos socioambientais da expansão energética, com base nas políticas climáticas e nos compromissos internacionais do Brasil. O documento destaca temas como a mudança do clima e a necessidade de uma transição energética justa e inclusiva.
Em 2022, o setor de energia respondeu por 21% das emissões líquidas do país. Embora o crescimento econômico deva elevar esse patamar nos próximos anos, as emissões per capita continuarão baixas em comparação com outros países, graças à matriz energética majoritariamente renovável, que deve se manter até 2035.
Entre os principais desafios estão: reduzir as emissões de gases de efeito estufa, adaptar-se às mudanças climáticas, garantir uma transição energética justa e equilibrar a conservação da biodiversidade e o uso da água com a expansão do setor.
O documento também destaca oportunidades, como o uso de resíduos para geração de energia, a melhor utilização de infraestruturas existentes e a adoção de práticas sustentáveis e estratégias de descarbonização.
Já o caderno “Consolidação de Resultados” apresenta os principais resultados do PDE 2035, incluindo a evolução projetada da matriz energética e da matriz elétrica nacional, o crescimento da oferta interna de energia, bem como indicadores relevantes, como a geração elétrica per capita, além da consolidação da expansão do sistema e dos investimentos associados.
No horizonte do plano, a participação de fontes renováveis na matriz energética permanece em patamar elevado, correspondendo a aproximadamente metade da oferta interna de energia. Já na matriz elétrica, a participação de fontes renováveis deverá atingir cerca de 86% em 2035.
Os investimentos previstos para o período de 2026 a 2035 somam aproximadamente R$ 3,5 trilhões no setor energético, dos quais cerca de R$ 2,8 trilhões estão associados ao segmento de petróleo e gás, com predominância das atividades de exploração e produção.
No setor elétrico, os investimentos estimados alcançam aproximadamente R$ 600 bilhões, enquanto o segmento de biocombustíveis, com destaque para a cadeia do etanol, concentra cerca de R$ 115 bilhões.
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Consulta pública
As consultas públicas do PDE 2035 e do Plano Nacional de Energia (PNE) 2055 ainda estão abertas. Os interessados poderão enviar contribuições até 29 de março, por meio dos portais do MME e do Participa + Brasil.
Ambos os planos estão alinhados à Política Nacional de Transição Energética (PNTE) e servem de base técnica para instrumentos como o Plano Nacional de Transição Energética (Plante) e o Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte), contribuindo para orientar a trajetória do Brasil rumo a um sistema energético seguro, competitivo e de baixo carbono.