Resenha Mensal: Brasil consome menos energia elétrica em fevereiro de 2026

Retração no consumo nacional de eletricidade em fevereiro reverte a tendência de alta dos três meses anteriores. Residências e indústrias lideram a queda.

Publicado em 30 de março de 2026

A mais recente edição da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica mostra que o consumo nacional de energia elétrica foi de 47.343 gigawatts-hora (GWh) em fevereiro de 2026, queda de 1,1% comparado a fevereiro de 2025.

Esta queda no consumo nacional reverte a tendência de alta observada nos três meses anteriores. Somente a classe comercial registrou aumento de 0,3% no consumo em fevereiro de 2026. Já as classes residencial, industrial e outros tiveram reduções no consumo de 1,2%, 1,1% e 2,6%, respectivamente.

Regionalmente, somente Norte (+4,7%) e Nordeste (+0,3%) expandiram o consumo, enquanto Centro-Oeste (-0,5%), Sul (-1,3%) e Sudeste (-2,4%) tiveram contração. O consumo nacional acumulado nos últimos 12 meses foi de 564.222 GWh, alta de 0,1% na comparação com igual período anterior.

Quanto ao ambiente de contratação, o mercado livre, com 20.952 GWh, respondeu por 44,3% do consumo nacional de energia elétrica em fevereiro de 2026, com crescimentos de 2,9% no consumo e de 28,3% no número de consumidores, na comparação com fevereiro de 2025. O Norte foi a região que mais expandiu o consumo (+9,0%), enquanto a região Centro-Oeste teve o maior aumento no número de consumidores livres (+39,7%).

Já o mercado regulado das distribuidoras, com 26.391 GWh, que respondeu por 55,7% do consumo nacional, teve queda no consumo de 4,0% e aumento no número de consumidores de 1,3% em fevereiro de 2026. No mercado regulado, somente o Norte registrou expansão do consumo (+1,1%), enquanto a região Centro-Oeste teve o maior aumento no número de consumidores cativos (+2,5%).

Após a abertura do mercado livre para todos os consumidores do grupo A (alta tensão) em janeiro de 2024 (portaria do MME 50/2022), houve migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL) de 26 mil consumidores em 2024 e outros 19 mil em 2025.

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