EPE apresenta estudos estratégicos no 1º Seminário do Plano de Recuperação de Reservatórios de Regularização do País (PRR)

​Publicado em 27 de março de 2026

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) marcou presença no 1º Seminário do Plano de Recuperação de Reservatórios de Regularização do país (PRR), realizado no dia 25 de março de 2026, em Brasília. Especialistas da empresa participaram de diversos painéis, compartilhando avanços técnicos em planejamento, modelagem e resiliência do Setor Elétrico Brasileiro (SEB) frente aos desafios climáticos e operativos.

A consultora técnica da Superintendência de Meio Ambiente Paula Coutinho integrou o Painel 1, focado em adaptação às mudanças climáticas. Em sua apresentação, destacou o papel fundamental da EPE na coordenação e participação de diversas ações do PRR, com ênfase no Roadmap para Fortalecimento da Resiliência do Setor Elétrico em Resposta às Mudanças Climáticas.

Paula Coutinho ressaltou como eventos extremos, como as cheias no Rio Grande do Sul em 2024, reforçam a necessidade de integrar as mudanças climáticas no planejamento da expansão e na infraestrutura de transmissão. A EPE vem trabalhando na identificação de riscos climáticos, no fortalecimento da infraestrutura e integração das mudanças climáticas no planejamento da expansão do sistema elétrico para garantir a segurança energética diante de novos padrões de temperatura, precipitação, ventos e radiação solar.

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No Painel 3, a assessora da Diretoria de Estudos de Energia Elétrica, Renata Carvalho, apresentou os aprimoramentos estratégicos de modelagem da EPE, visando dar maior robustez ao planejamento da expansão. Ela detalhou o Estudo de Impactos das Mudanças Climáticas no SEB, realizado em parceria com a GIZ e instituições como a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O projeto visa criar uma metodologia reprodutível para avaliar como variações de temperatura, vento, irradiação solar e vazão afetam a geração e a demanda de energia elétrica. Renata enfatizou que antecipar cenários climáticos tanto no planejamento da operação quanto na expansão é vital para reduzir custos operativos e garantir que os critérios de suprimento sejam atendidos com eficiência tarifária.

Ela apresentou, ainda, iniciativa em andamento na EPE para consideração de uma abordagem integrada de geração e transmissão nos estudos de expansão, que são fundamentais para um planejamento coerente, dado que a matriz elétrica se encontra em um intenso processo de transformação. Destacou os avanços e benefícios a serem alcançados com o uso de ferramentas computacionais alternativas, que resultarão no aprimoramento dos processos de planejamento da expansão, trazendo uma visão de futuro do sistema mais fidedigna à realidade operativa, para suporte à tomada de decisão.

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O analista de pesquisa energética da Superintendência de Geração de Energia André Makishi participou do Painel 4, abordando a representação das restrições hidráulicas operativas no planejamento de longo prazo. Com base nas lições aprendidas durante a escassez hídrica de 2020/2021, Makishi explicou uma abordagem empírica que utiliza dados históricos para que os modelos de planejamento (como o NEWAVE) capturem com maior fidelidade as limitações reais da operação.

Essa nova representação busca maior aderência entre as simulações e as condições operativas observadas, garantindo maior previsibilidade para o planejamento e a preservação do uso múltiplo das águas em bacias como a do Rio São Francisco.

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Encerrando a participação da EPE, Renata Carvalho retornou ao Painel 5 para discutir a operação dos reservatórios e o planejamento do sistema elétrico sob uma perspectiva de transformação. Ela destacou a evolução da visão de futuro nos Planos Decenais de Expansão (PDEs), que agora integram métricas de energia, potência e, futuramente, de flexibilidade.

Renata Carvalho enfatizou que, com a crescente inserção de fontes renováveis variáveis na matriz elétrica, a transmissão assume um novo papel na exportação de excedentes e na integração destas fontes, por agregar confiabilidade e flexibilidade na operação da rede, contribuindo, assim, para a gestão mais otimizada e para recuperação dos reservatórios. Renata ressaltou que o Cenário de Referência do PDE 2035 contempla a modernização de usinas existentes e a ampliação da rede para assegurar uma transição energética resiliente e sustentável.

A participação ativa da EPE no seminário reafirma o compromisso da empresa com o desenvolvimento de estudos técnicos de excelência para subsidiar a política energética nacional e a segurança do sistema interligado.


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