Nessa quarta-feira, 13 de março, no Hotel Windsor Barra no Rio de Janeiro, a EPE participou do evento Agenda Setorial, onde foram discutidas estratégias e percepções sobre o futuro da energia elétrica, considerando planejamento de recursos e tecnologias.
Durante a sua participação no painel "A Agenda Regulatória e do Mercado", o Presidente da EPE, Thiago Prado, destacou prioridades da entidade para o setor elétrico, como: avançar em recursos de P&D; buscar parceiros estratégicos para ampliar as pesquisas e projetos; criar ferramentas para promover a expansão tendo em conta a necessidade de adaptação às mudanças climáticas, explorando abordagens tecnológicas para otimizar os recursos e continuar a fornecer análises críticas e suporte informacional para o setor energético.
Também foi pontuado que a EPE está retomando os estudos do próximo Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), juntamente com o Ministério de Minas e Energia (MME), e segue com sua programação de estudos de expansão da transmissão, com destaque para o estudo referente às interligações regionais, que é um projeto mais complexo, onde também estão sendo avaliadas novas tecnologias de transmissão. Ressaltou-se que a empresa também lançou recentemente o portal de acompanhamento de sistemas isolados (PASI), que visa dar transparência de dados e suporte para implementação do Programa Energias da Amazônia, do MME.
"Estamos diante de um momento que exige resiliência e criatividade. É fundamental unirmos forças com parceiros estratégicos e aproveitarmos ao máximo as tecnologias disponíveis para superarmos esses obstáculos sem precedentes'', destacou o presidente Thiago Prado, que também pontuou: "A EPE tem um papel crucial na orientação do desenvolvimento energético do Brasil, e estamos determinados a continuar desempenhando essa função com a excelência que sempre nos caracterizou."
Encerrando com o último tópico, onde foi falado sobre a atração de investimentos, os painelistas defenderam que é preciso estabelecer um limite entre políticas públicas e a regulação, e que os projetos de lei não podem ter interferência no planejamento das entidades.
