Publicado em 27 de março de 2026
Nos dias 25 e 26 de março, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) conduziu os diálogos sobre o "Futuro da integração entre energias: desafios e sinergias" e a "Eficiência energética como estratégia econômica e ambiental" durante a edição deste ano do International Meeting on Brazil's Energy Market (IBEM), uma feira e conferência que reúne todos os setores de energia, com foco no mercado híbrido de energia.
Moderado pelo Diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais da EPE, Thiago Ivanoski, o painel sobre integração energética reuniu representantes das associações brasileiras do Biogás e do Biometano (Abiogás), dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP), de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), de Pequenas Centrais Hidrelétricas e Centrais Geradoras Hidrelétricas (ABRAPCH) e do Hidrogênio (ABH2).
Durante a discussão, o diretor apresentou o ponto de vista do planejamento sobre o setor energético e elétrico brasileiro, que nas últimas décadas reduziu a dependência de grandes hidrelétricas e diversificou a geração de energia, com a entrada das energias renováveis. Diante de desafios de demanda, o planejamento energético passa a se concentrar em tecnologias de geração firme e descentralizada, como as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), o biogás, o biometano e o hidrogênio, ao passo que os combustíveis fósseis mantêm sua importância para a resiliência e segurança energética durante a transição.
"O futuro será cada vez mais diversificado e é importante trazermos todos os elementos para as melhores decisões e um desenvolvimento seguro, com robustez", afirma Ivanoski.
Por sua vez, o painel sobre eficiência energética, também mediado pelo diretor Ivanoski, contou com a visão gerencial e técnica de engenheiros e representantes do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Jornada da Eficiência, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), da Teknergia e Elektro BA e da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa).
Como destaca o diretor e projeta o Caderno de Demanda de Energia e Eficiência Energética do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035, os ganhos de eficiência elétrica devem resultar em uma redução de 53 TWh no consumo elétrico potencial na próxima década, o equivalente a 6% do consumo elétrico potencial em 2035 ou a 80% da geração da UHE Itaipu (parte Brasileira e Paraguai) em 2024.
O IBEM 2026 foi realizado de 24 a 26 de março em Salvador, Bahia.