Publicado em 24 de março de 2026
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apresentou a visão do planejamento energético brasileiro e os principais elementos que fazem a energia nuclear aparecer nos cenários mais intensivos em descarbonização no Nuclear Summit 2026. Promovido pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan), o evento foi realizado nos dias 23 e 24 de março, na Casa Firjan.
A consultora técnica da Superintendência de Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE Regina Fernandes participou da mesa Estratégias para uma Indústria Petrolífera de Baixas Emissões. "Destacamos a complementaridade entre o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), que considera apenas as usinas já instaladas e aquela em construção, e o Plano Nacional de Energia (PNE), que, por meio da construção de cenários de longo prazo, permite explorar possíveis expansões adicionais das fontes energéticas, de acordo com distintos níveis de ambição climática", contou.
Nos cenários mais intensivos em descarbonização do PNE 2055, observa-se a possibilidade de aumento da capacidade instalada de energia nuclear. "Quanto mais exigentes forem as metas climáticas e quanto maior a pressão por uma fonte firme e de baixo carbono, mais relevante e volumosa essa fonte se torna como componente da transição energética brasileira. A energia nuclear reúne as características de fonte firme, de baixa emissão de carbono e que contribui para a segurança energética", explicou Fernandes.
Em sua terceira edição, o Nuclear Summit é uma iniciativa da Abdan para discutir tendências emergentes, desafios estratégicos e oportunidades dentro do setor nuclear.
