O último dia de participação da EPE no Brazil Wind Power, maior evento sobre energia eólica da América Latina, contou com discussões sobre geração de demanda - data centers e IA; energia eólica offshore; e sustentabilidade, diversificação da matriz e a agenda da COP 30. Realizado na São Paulo Expo, de 28 a 30 de outubro, o evento tem como tema a "COP30 e o papel da energia eólica na aceleração da descarbonização da economia".
No painel "Geração de Demanda - Data Centers e AI como Aliadas da Transformação Energética", o diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais, Thiago Ivanoski, destacou a posição de liderança do Brasil na transição energética, por sua matriz elétrica renovável, e os desafios no âmbito da regulação e do planejamento energético para as grandes cargas. Na mesa, os data centers foram apontados como uma infraestrutura essencial para a economia digital, que pode trazer benefícios estratégicos para o país, apesar dos desafios. O diretor da EPE também foi moderador do painel "Futuro Energético do Brasil: Sustentabilidade, Diversificação da Matriz e a Agenda da COP 30".
Na sequência, a analista de pesquisa energética da EPE Veronica Gomes mediou a mesa "O Papel da Energia Eólica Offshore e uma Oportunidade na COP 30". "Pudemos captar um pouco as impressões de diferentes setores da sociedade, do meio ambiente e agentes do setor energético para entender não só o papel das eólicas offshore no auxílio ao atingimento de metas climáticas do país, mas também a instalação dessa energia com sustentabilidade, observando outros usuários do espaço marinho e oportunidades de emprego, renda e dinamização da economia", avaliou.
Encerrando a programação da EPE no Brazil Wind Power, o consultor técnico Daniel José Tavares apresentou o quick painel "Promovendo a transmissão para gigas cargas". O objetivo foi abordar os desafios do planejamento da transmissão para expandir a rede e atender o crescimento de carga, tanto de data centers quanto de hidrogênio verde; e compartilhar os estudos que estão sendo feitos sobre o tema na EPE. "Esta questão tem sido desafiadora para o planejamento, dado que é uma carga muito elevada, da ordem de gigas, que acaba se descolando do planejamento quando considerado o mercado vegetativo das distribuidoras", explicou.
Ao longo de três dias de evento, especialistas da EPE apresentaram diversos estudos e participaram de debates sobre energia eólica, com temas como competitividade regional da fonte eólica; certificação, medição e tecnologias anemométricas; mercado de carbono no Brasil; licenciamento e leilão de eólicas offshore; data centers; sustentabilidade e COP 30.
