Belém (PA), 11 de novembro de 2025 — A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) participou do painel “Voices of the Transition – Inclusive Pathways to a Clean Energy Future”, realizado nesta terça-feira (11) durante a COP30, em Belém. O evento, coorganizado pelo International Youth Nuclear Congress (IYNC), Women in Nuclear Global (WiN Global) e LAS-ANS Global, reuniu representantes de governos, organizações internacionais e jovens lideranças para discutir como a diversidade e a colaboração podem fortalecer a transição energética global.
O presidente da EPE, Thiago Prado, representou a instituição no painel, que contou também com a participação de Sávia Gavazza (Ministério da Fazenda), Ney Zanella (LAS-ANS), Dola Oluteye (Women in Renewables), Larissa Noudem (WiN Global Young Generation) e Filipe Torres (IEEE Young Professionals).
Em sua intervenção, Thiago Prado destacou a importância de integrar inovação e participação social ao processo de planejamento energético brasileiro. No campo da inovação, ressaltou que a EPE incorpora continuamente novas tecnologias aos estudos de longo prazo, como demonstrado no Plano Decenal de Expansão de Energia 2034 (PDE 2034), que no seu capítulo de transição energética analisa o papel de tecnologias emergentes como hidrogênio, eólica offshore, armazenamento de energia, combustíveis sustentáveis e reatores modulares pequenos (SMRs), entre outras. A plataforma Inova-E, desenvolvida pela EPE, complementa esse trabalho ao mapear investimentos em pesquisa e desenvolvimento e apoiar a definição de prioridades estratégicas para o setor energético nacional.
No campo social, o presidente destacou a relevância da Política Nacional de Transição Energética (PNTE) e de seus instrumentos de governança. Um dos componentes centrais da PNTE é o Fórum Nacional de Transição Energética (FONTE), que atua como um espaço permanente de diálogo entre governo, sociedade civil e setor produtivo. O FONTE é responsável por elaborar recomendações e promover a transparência e a participação social na formulação de políticas energéticas. O fórum busca assegurar que a transição energética brasileira seja conduzida de forma equitativa, respeitando a diversidade regional e promovendo a inclusão social.
Prado também mencionou o Observatório Brasileiro de Erradicação da Pobreza Energética (OBEPE), iniciativa coordenada pela EPE que contribui para incorporar diagnósticos territoriais e indicadores sociais aos estudos de planejamento, reforçando o compromisso da instituição com uma transição justa e inclusiva.
A participação da EPE reforçou o compromisso do Brasil em promover uma transição energética justa, segura e inclusiva, alinhando planejamento, políticas públicas e sustentabilidade.
