O Plano Indicativo de Processamento e Escoamento de Gás Natural - PIPE compõe o conjunto de planos indicativos que a Diretoria de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (DPG) publica periodicamente, juntamente com o Plano Indicativo de Gasodutos de Transporte (PIG) e o Plano Indicativo de Terminais de GNL (PITER), os quais apresentam os resultados dos estudos do planejamento energético integrado para o setor de gás natural. Esse plano segue os objetivos do Programa Gás para Empregar, visando à promoção do melhor aproveitamento do gás natural produzido no Brasil.
O PIPE tem como objetivo principal apresentar projetos de gasodutos de escoamento e polos de processamento de gás natural (UPGNs - unidades de processamento de gás natural) em nível conceitual os quais podem contribuir para o aumento da oferta de gás e, por conseguinte, trazer maior flexibilidade e segurança de abastecimento desse energético (em função do interesse dos agentes do mercado). Como demais objetivos do PIPE, destacam-se a diminuição da assimetria de informação sobre: áreas potenciais de produção, capacidade de processamento necessária, condicionantes socioambientais, propostas preliminares de traçados de gasodutos de escoamento bem como sobre os impactos econômicos esperados pelos projetos estudados, em termos de geração de emprego e renda, contribuindo para a identificação de oportunidades de novos gasodutos e polos de processamento.
O presente Plano apresenta as metodologias empregadas para os projetos analisados, as premissas utilizadas na definição dos projetos, as estimativas de CAPEX e as condições para as análises socioambientais. O PIPE traz novidades em sua edição de 2023, com relação às edições anteriores, implementando e apresentando aprimoramentos no estudo: ampliação dos estudos de análise socioambiental (avaliando os trechos onshore e offshore dos projetos), aprimoramento da metodologia de estimativas de custos de UPGNs e inclusão de estimativas de geração de emprego e renda a partir dos investimentos nos projetos estudados, um resultado que até então não fazia parte dos estudos do PIPE.
No PIPE 2023 foram mapeados 8 projetos indicativos de gasodutos de escoamento (totalizando cerca de 1.500 km de extensão) dos quais 6 se encontram conectados à UPGNs (totalizando cerca de 80 milhões de m3/dia) enquanto os 2 projetos restantes foram estudados considerando processamento offshore do gás e escoamento de gás processado.
Dentre os 8 projetos analisados, 5 são baseados em volumes de gás natural provenientes do Pré-sal, 3 baseados em volumes de gás natural provenientes do Pós-Sal e 1 projeto onshore. Os investimentos referentes aos projetos estudados totalizam pouco mais de R$ 24 bilhões, sendo que as despesas esperadas dependerão da escolha do traçado a ser construído dentre as opções mapeadas para cada projeto. É estimado também um potencial de geração de quase 67 mil empregos, com um provável impacto de mais de R$ 14 bilhões no PIB do Brasil (0,15%), com base em todas as alternativas estudadas neste ciclo do plano indicativo.
Story Map do PIPE 2023