O elevado potencial de aquecimento global (Global Warming Potential, GWP) do metano e seu curto tempo de permanência na atmosfera, cerca de 12 anos, fazem dele um gás de efeito estufa (GEE) chave nas estratégias de mitigação a curto e médio prazo. Em paralelo, diversos setores estão avaliando a substituição de combustíveis com elevado teor de carbono e de contaminantes de efeito local pelo gás natural. No Brasil, com a perspectiva de aumento da oferta, autorização de novos gasodutos e previsão de novos terminais de GNL, é esperado um aumento no uso de gás natural na próxima década. Portanto é importante identificar, quantificar e mitigar as emissões de metano ao longo da cadeia de produção e distribuição desse energético.
Esta nota técnica traz informações sobre as emissões de metano da cadeia do gás natural, no intuito de disseminar conhecimento para nivelar as partes interessadas da indústria de gás natural sobre o tema. O documento aborda o contexto das emissões de metano no mundo e no Brasil, apresenta aspectos metodológicos para quantificação de emissões, caracteriza as principais fontes de emissão na cadeia do gás natural, discute as medidas de mitigação disponíveis e traz um estudo de caso, exemplificando a aplicação dos conceitos discutidos.
O estudo de caso mostrou que existem medidas de redução de emissões com um potencial retorno econômico a partir do gás recuperado. Dessa forma, o exercício realizado traz uma abordagem detalhada, com referências, dados, equações, tabelas e gráficos de como analisar as possíveis emissões de metano em infraestruturas da cadeia no gás natural e as respectivas medidas para mitigá-las. Espera-se com o estudo realizado poder contribuir com a discussão das emissões de metano na cadeia do gás natural, assim como engajar os agentes do setor na busca de ações para identificação e mitigação dessas emissões.
*12/12/2024 - publicada revisão do trabalho com a inserção de uma nota de rodapé na página 23 mencionando a adesão da TBG, via acionista majoritária Petrobras, à iniciativa OGMP e o detalhamento da fonte ICF, 2014 no capítulo "Referências".