Resenha Mensal: O consumo nacional de energia elétrica foi 40.718 GWh em junho, expandindo 0,8% em comparação com mesmo mês de 2021.

​O consumo nacional de energia elétrica foi 40.718 GWh em junho, expandindo 0,8% em comparação com mesmo mês de 2021. A classe comercial novamente lidera a expansão, seguida pela indústria, enquanto o consumo nas residências retrai. O consumo nacional de energia elétrica registrou 504.729 GWh no acumulado em 12 meses, crescimento de 1,8% comparado com o período imediatamente anterior.

O consumo de eletricidade na indústria cresce em junho e registra 15.127 GWh, expansão de 0,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. Apenas a região Sudeste (-1,4%) apresentou retração, enquanto Nordeste (+5,0%), Centro-Oeste (+3,4%), Sul (+3,3%) e Norte (+2,2%) consumiram mais eletricidade em junho. A elevação no consumo foi disseminada entre os principais segmentos da indústria e, pelo segundo mês consecutivo, sete dos dez ramos mais eletrointensivos apresentaram alta, sendo liderados por: produtos alimentícios (+68 GWh; +3,6%), que alavancado pelas exportações foi pelo sexto mês consecutivo o ramo com a maior expansão no consumo de eletricidade; produtos de borracha e material plástico (+55 GWh; +6,9%); papel e celulose (+39 GWh; +5,2%), onde a parada de manutenção de uma grande unidade autoprodutora no Paraná em abril continuou impulsionando o consumo da rede em junho;

e metalurgia (+16 GWh; +0,4%), onde a queda na produção da maior unidade de alumínio primário do País, no Pará, ocasionado por um incidente interno na distribuição de energia da fábrica, contribui para limitar o consumo do ramo. Já os setores com retração no consumo foram: têxtil (-7 GWh; -1,3%); produtos minerais não-metálicos (-9 GWh; -0,8%) e automotivo (-15 GWh; -2,8%).

O consumo de energia elétrica da classe comercial aumentou 5,4% em junho na comparação com junho de 2021, atingindo 7.144 GWh. O crescimento do setor serviços no país continua mantendo a alta do consumo de energia elétrica da classe. Segundo os últimos dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS/IBGE), o setor de serviços avançou 9,2% em maio desse ano em relação ao ano passado. Assim, como já vem ocorrendo em meses anteriores, os setores de transportes, de serviços prestados às famílias e de atividades turísticas foram os que mais podem ter influenciado para o bom desempenho do consumo. Todas as regiões do País registraram taxas positivas de consumo da classe em junho. A região Sul (+8,4%) lidera o crescimento, seguida pelo Sudeste (+5,9%), Centro-Oeste (+3,6%), Nordeste (+3,0%) e Norte (+2,0%). Os Estados que anotaram as maiores taxas de crescimento do consumo foram Minas Gerais (+15,3%), Goiás (+12,0%), Roraima (+9,5%), Santa Catarina (+9,0%), Rio Grande do Sul (+8,2%) e Paraná (+8,0%). Por outro lado; Maranhão (-9,1%), Acre (-7,5%), Mato Grosso do Sul (-5,5%), Rio Grande do Norte (-4,7%), Amazonas (-2,0%), Amapá (-2,0%) e Rio de Janeiro (-1,5%) foram os únicos que apresentaram taxas negativas de consumo da classe. O clima mais frio e as chuvas intensas contribuíram em parte para a queda do consumo nestes Estados.

O consumo de eletricidade das residências (-0,6%) cai em junho em relação ao mesmo mês do ano passado, chegando a 11.922 GWh. Centro-Oeste (-5,3%), Nordeste (-3,8%) e Sudeste (-0,8%) puxaram a queda do consumo da classe. Enquanto que, Norte (+1,1%) e Sul (+6,1%) apresentaram taxas positivas de consumo. Temperaturas mais amenas e um maior volume de chuvas em grande parte do território nacional podem ter influenciado a queda do consumo. Entre as Unidades da Federação, as maiores retrações do consumo ocorreram no Mato Grosso do Sul (-13,2%), Rio Grande do Norte (-11,9%), Acre (-9,1%), Amapá (-8,9%) e Rio de Janeiro (-7,6%). Já, Maranhão (+9,4%), Santa Catarina (+8,2%), Rio Grande do Sul (+7,9%) e Roraima (+7,0%) registraram aumento do consumo. No Maranhão, o crescimento do consumo recebeu contribuição do aumento da base de consumidores residenciais pela reclassificação de clientes pela distribuidora local. No Sul, as temperaturas foram mais baixas com a ocorrência de temperaturas mínimas negativas e geada, que favoreceram o uso de aparelhos de aquecimento de ambiente, ocasionando o aumento do consumo da região.

Quanto ao ambiente de contratação, o mercado livre apresentou alta de 4,8% no consumo do mês, enquanto o consumo cativo das distribuidoras de energia elétrica retraiu 1,7%.

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