Resenha Mensal: consumo nacional de eletricidade cai 1,1% na comparação interanual

Maio de 2025 teve a segunda queda mensal consecutiva. Entre as principais classes, só a industrial consumiu mais.

Publicado em 30 de junho de 2025

O consumo nacional de energia elétrica foi de 46.571 gigawatts-hora (GWh) em maio de 2025, o que representa queda de 1,1% comparado a maio de 2024. É a segunda queda mensal consecutiva no consumo nacional. Somente a classe industrial teve alta no consumo com taxa interanual de 1,9% em maio de 2025. As classes residencial (-1,8%), comercial (-4,8%) e outros (-2,2%) apresentaram retração no consumo.

Regionalmente, o Nordeste (+4,4%) se destacou. Norte (+2,7%) e Sul (+0,4%) também consumiram mais, enquanto o Sudeste (-4,4%), e o Centro-Oeste (-0,8%) foram responsáveis pela contração do consumo. Destaca-se que a região Sul apresentaria retração no consumo do mês, não fosse a baixa base comparativa com maio de 2024, quando o Rio Grande do Sul teve seu consumo afetado pelas enchentes no estado. Já o consumo nacional acumulado nos últimos 12 meses foi de 563.597 GWh, alta de 2,8% na comparação com igual período anterior.

Quanto ao ambiente de contratação, o mercado livre, com 21.205 GWh, respondeu por 45,5% do consumo nacional de energia elétrica em maio de 2025, apresentando crescimentos de 7,9% no consumo e de 54,7% no número de consumidores, na comparação com maio de 2024. O Nordeste foi a região que mais expandiu o consumo (+14,2%), seguido de perto pelo Sul (+14,0%), enquanto o Centro-Oeste teve o maior aumento no número de consumidores livres (+74,7%).

Já o mercado regulado das distribuidoras, com 25.366 GWh, que responderam por 54,5% do consumo nacional, teve queda no consumo de 7,6% e aumento no número de consumidores de 1,8% em maio de 2025. No mercado regulado, o Nordeste registrou a menor retração do consumo (-0,9%) entre as regiões, enquanto as regiões Norte e Sul tiveram o maior aumento no número de consumidores cativos (+2,6%).

O movimento de migração de consumidores cativos para o mercado livre permanece intenso após abertura para todos os consumidores do grupo A (alta tensão) em janeiro de 2024, estabelecida na portaria do Ministério de Minas e Energia (MME) nº 50/2022.

Acesse a mais recente edição da Resenha e e ouça o podcast.


Notícias Relacionadas

Delegação do México, liderada pelo Vice-Ministro de Hidrocarbonetos, visita a EPE para diálogo sobre planejamento energético e biocombustíveis

02/03/2026 - A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recebeu, no dia 26 de fevereiro, uma delegação oficial do México liderada por Juan José Vidal Amaro, Vice-Ministro de Hidrocarbonetos do Ministério de Energia (SENER).

Resenha Mensal: em janeiro, o consumo nacional de eletricidade teve a terceira alta consecutiva. Residências puxam o consumo, comércio e outros também consomem mais

27/02/2026 - A mais recente edição da Resenha mostra que o consumo nacional de energia elétrica foi de 49.104 GWh em janeiro de 2026, aumento de 4,1% comparado a janeiro de 2025. É a terceira alta consecutiva no consumo nacional.

EPE publica o Roadmap de Microrredes para Sistemas Isolados no Brasil

26/02/2026 - A Empresa de Pesquisa Energética, em parceria com o Itaipu Parquetec, publica o Roadmap de Microrredes para Sistemas Isolados no Brasil. O estudo avalia a aplicação de microrredes em sistemas isolados do Brasil, integrando análises técnicas, econômicas, regulatórias e socioambientais.

EPE e MME lançam a Nota Técnica “Análise socioambiental das fontes energéticas do PDE 2035”

24/02/2026 - A Nota apresenta a análise socioambiental para cada uma das fontes energéticas que abrange a oferta elétrica e energética planejada. Na análise, são discutidos os principais benefícios, o sistema existente e a expansão prevista para cada uma das fontes.

EPE publica a edição de fevereiro de 2026 das Perspectivas para o Mercado Brasileiro de Combustíveis no Curto Prazo

24/02/2026 - As projeções indicam um aumento na demanda nacional por combustíveis líquidos e GLP: são esperados 3,5 bilhões de litros adicionais em 2026 e mais 3,1 bilhões em 2027 - um avanço que demonstra o dinamismo da atividade econômica e a vitalidade do mercado interno.