Publicado em 24 de fevereiro de 2026
As projeções indicam um aumento na demanda nacional por combustíveis líquidos e GLP: são esperados 3,5 bilhões de litros adicionais em 2026 e mais 3,1 bilhões em 2027 - um avanço que demonstra o dinamismo da atividade econômica e a vitalidade do mercado interno.
O crescimento da economia e do mercado de trabalho, políticas de transferência de renda e programas governamentais, com destaque para o Novo PAC e o Gás do Povo, deverão contribuir para o aumento contínuo do consumo de combustíveis também ao longo de 2027. Esse ambiente é impulsionado por um cenário econômico favorável: o PIB per capita cresce desde 2024, a inflação segue em queda e os preços dos alimentos apresentam redução consistente. Paralelamente, o País registra níveis recordes de ocupação formal e massa de rendimento real, com redução histórica da taxa de desocupação, diminuição das desigualdades e aumento real do salário-mínimo.
Esses indicadores, aliados às projeções positivas para a safra de grãos, sustentam um avanço na demanda por diesel, que deve alcançar 72 bilhões de litros em 2026, evidenciando a força do agronegócio, da logística e da indústria nacional.
No segmento de combustíveis do ciclo Otto, o consumo segue em trajetória de alta contínua, devendo alcançar 64 bilhões de litros em 2026. A boa perspectiva para a safra de cana 2025/26 e o crescimento sólido da produção de etanol de milho fortalecem a oferta de biocombustíveis, garantindo a segurança energética. A demanda por etanol hidratado permanece elevada, ampliando a participação de combustíveis renováveis.
O setor aéreo, por sua vez, vive um novo momento de expansão: a demanda por QAV em 2026 deverá superar, pela primeira vez, o recorde histórico de 2014, alcançando patamares superiores a 7,5 bilhões de litros, crescendo de forma sustentável.
Já o GLP apresenta perspectiva de crescimento não vista há anos no setor, beneficiado pelo aumento da renda disponível, pelo pleno emprego, pelo programa Gás do Povo, uma iniciativa de incentivo ao acesso à energia limpa para uso doméstico e a ampliação da disponibilidade de renda ao reformar o IRPF para os que ganham até R$ 7.350 e isentando os que ganham até 5 mil reais. Somam-se a isso possibilidades de evolução e ampliação do mercado.
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