Thiago Prado destacou a importância do planejamento energético para integrar minerais críticos, expansão da infraestrutura e transição energética
Publicado em 6 de maio de 2026

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Prado, participou nesta terça-feira, 5 de maio, do evento “Regulação 4.0 – Inovação, desafios e futuro”, promovido pela Vale, na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
Prado integrou o Painel IV “Conectando os caminhos da mineração, infraestrutura e energia”, moderado por Grazielle Parenti, da Vale. A mesa discutiu a integração entre mineração, energia e logística na agenda de descarbonização, além dos desafios de coordenação entre planejamento, regulação e execução.
Também participaram do painel Alessandro Baumgartner, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT); Carlos Mattar, superintendente de Regulação dos Serviços de Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL); e Geovanna Barreto, chefe de gabinete na Secretária Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME).
Durante a intervenção, o presidente da EPE ressaltou que a mineração deixou de ser vista apenas como setor intensivo em energia e passou a ter papel estratégico na transição energética, especialmente pela importância dos minerais críticos para renováveis, redes elétricas, baterias e novas cadeias industriais.
Prado também destacou que essa agenda se conecta aos estudos desenvolvidos pela EPE sobre rotas de descarbonização da indústria, que analisam alternativas tecnológicas e energéticas para setores intensivos em energia e emissões. Segundo ele, o planejamento energético tem papel central para avaliar requisitos de infraestrutura, oferta de energia e condições para a competitividade industrial.
Por fim, o presidente da EPE frisou o papel da transmissão para garantir energia limpa, confiável e competitiva a grandes cargas industriais, como mineração, metalurgia, hidrogênio e data centers. De acordo com ele, instrumentos como o PDE e o PNE ajudam a reduzir incertezas, orientar a expansão da infraestrutura e aproximar o planejamento energético das decisões de investimento.