Publicado em 27 de novembro de 2025

Dias após a conclusão da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30) em Belém, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) voltou a falar sobre a transição energética no Brasil na terça-feira, 25, em painel do Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade (FITS) Infraestrutura, na sede da Fecomércio, Rio de Janeiro.
Moderado pela presidente da Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (Abiogás), Renata Isfer, o debate contou com a participação da Diretora de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE, Heloisa Borges; do Gerente Executivo de Programas Estruturantes da Petrobras, Wagner Victer; do Professor Titular e Coordenador do Laboratório de Empreendimentos Inovadores da Universidade Federal Fluminense (UFF), Rodolfo Cardoso; e do Superintendente de Regulação da Light, Felipe Tenório.
Provocada a opinar sobre os resultados da COP, a diretora da EPE avaliou que "a segurança energética e o fornecimento de energia permanecem muito centrais na transição". Para Heloisa Borges, uma vez combinadas as ambições e feitos os diagnósticos necessários, é o momento de discutir como implementar a transição energética, de forma "prática, factível, segura e realista".
"Por isso falamos de mapa do caminho, porque se tentarmos fazer [a transição] de forma abrupta, ficaremos mais expostos. Então, quais são as alternativas tecnologicamente maduras? Onde precisamos investir tempo e dinheiro dos países?", disse, comemorando o protagonismo dos biocombustíveis na COP e o 4x Pledge, isto é, o compromisso de quadruplicar os combustíveis sustentáveis. "São uma tecnologia tecnologicamente madura que nos ajuda nesse caminho lento de transição", afirmou.
No contexto da transição energética, também foram debatidos no painel o papel das empresas de petróleo e da economia circular, inclusive a partir dos resíduos sólidos urbanos (RSU) e resíduos sanitários, na redução das emissões de gases de efeito estufa, assim como os desafios da distribuição de energia.
"Precisamos ver o mundo como um sistema integrado, onde cada tecnologia vai dar a sua contribuição. Não tem uma bala de prata. Temos que entender qual a contribuição de cada tecnologia e de cada solução para as realidades locais e regionais", finalizou Heloisa.
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