Resenha Mensal: O consumo de eletricidade no Brasil em fevereiro de 2021 apresentou avanço de 1,1% em relação ao mesmo mês de 2020

A demanda de energia elétrica no Brasil em fevereiro de 2021 totalizou 41.214 GWh, alta de 1,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já o consumo acumulado em 12 meses foi de 475.909 GWh, representando uma queda de 1,1%, comparado ao período anterior.

Entre as regiões geográficas, Nordeste (+3,1%) e Sudeste (+2,1%) apresentaram expansão no consumo de eletricidade em fevereiro de 2021, enquanto Norte (-2,8%), Centro-Oeste (-1,1%) e Sul (-0,6%) mostraram retração no consumo.

A classe industrial (+4,4%) apresentou a maior taxa de crescimento do consumo para o mês de fevereiro desde 2011. A classe apresenta taxas positivas desde agosto de 2020. O aumento do consumo na indústria continua puxado pelas regiões Sul (+6,0%) e Sudeste (+5,2%), o que vem ocorrendo desde dezembro com estas duas regiões se alternando na liderança dos índices de crescimento. Nos ramos da indústria, observa-se avanço do consumo disseminado entre os mais eletrointensivos em fevereiro, excetuando-se produtos alimentícios (-26 GWh; -1,4%). Conforme ocorre desde setembro do ano passado, metalurgia (+208 GWh; +6,6%) e produtos minerais não metálicos (+99 GWh; +9,8%) lideraram a expansão, mas em fevereiro foram acompanhados de perto por produtos químicos (+96 GWh; +6,8%).

A classe residencial (+3,4%) também apresentou crescimento no consumo de energia elétrica em fevereiro, puxado pelas regiões Nordeste (+6,5%) e Sudeste (+5,2%). No Nordeste, o Estado do Ceará (+15,7%) foi o que registrou a maior alta no consumo. Somente, o Estado do Sergipe (-0,7%) anotou uma ligeira queda. No Sudeste, todos os Estados tiveram aumento na demanda de eletricidade em fevereiro, sendo que Rio de Janeiro (+7,0%) e São Paulo (+5,4%) foram os maiores destaques da região. As temperaturas mais elevadas contribuíram para o aumento do consumo de eletricidade nesses Estados. A região Norte (+0,7%) apresentou uma branda elevação no consumo no mesmo mês. Já as regiões Sul (-2,0%) e Centro-Oeste (-0,6%), tiveram baixa no consumo de eletricidade no setor.

Por outro lado, a classe comercial (-7,3%) ainda registra queda no consumo de energia elétrica em fevereiro, porém menor do que a média dos últimos dozes meses. O setor de comércio e serviços continua sendo o mais afetado pelas medidas de distanciamento social decorrente da pandemia da COVID-19. Todas as regiões do país tiveram recuo no consumo de energia da classe. As regiões Norte (-15,5%) e Centro-Oeste (-9,3%) foram as regiões que tiveram as maiores retrações do consumo. O desempenho da região Norte foi influenciado pela queda dos consumos de energia elétrica nos Estados do Amazonas (-35,1%), Rondônia (-21,2%) e Acre (-17,0%), os quais foram afetados por chuvas acima do normal no período ou até por inundações em algumas localidades. No Centro-Oeste, os Estados do Mato Grosso do Sul (-15,7%) e do Mato Grosso (-10,4%) foram os que mais puxaram o comportamento da região no mês de fevereiro.

Referente às modalidades de contratação de energia, tanto o mercado livre (+8,3%), quanto o consumo cativo das distribuidoras de energia elétrica -2,5%), apresentaram expansão em fevereiro. 

Quanto às modalidades de contratação de energia, o mercado livre apresentou crescimento de 8,3% no mês, enquanto o consumo cativo das distribuidoras de energia elétrica diminuiu 2,5%.

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