EPE publica o Relatório Síntese do Balanço Energético Nacional 2026

Publicado em 03 de junho de 2026

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A Empresa de Pesquisa Energética - EPE apresenta ao público mais uma edição do Relatório Síntese do Balanço Energético Nacional 2026 – ano base 2025, documento que contém as informações consolidadas sobre quanto e como se usou energia no Brasil em 2025.

Oferta de Energia

Em 2025, a matriz energética brasileira manteve o elevado patamar de renovabilidade próximo de 50%, com destaque para o aumento da oferta interna de eólica e solar, associado à queda de energia hidráulica. Observa-se que a renovabilidade da matriz brasileira se encontra em nível muito superior ao observado no resto do mundo e nos países da OCDE.

Participação das renováveis na Oferta Interna de Energia (OIE)
​Fonte: Agência Internacional de Energia (AIE) e EPE para o Brasil. Elaboração: EPE​​ ​

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A produção de etanol a partir do milho atingiu 25% de participação do total desse combustível produzido em 2025.


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Consumo Energético

​​O consumo final energético no Brasil cresceu 1,1% em 2025, comparado com o ano anterior.

A matriz energética da indústria brasileira apresenta uma renovabilidade de 65,1%, sendo favorecida principalmente por eletricidade, bagaço de cana, licor preto, entre outras fontes. O consumo final de energia nesse setor cresceu 1,0% em relação a 2024.

O consumo de energia no setor de transportes cresceu 3,5% em relação ao ano anterior, atingindo 26,1% de fontes renováveis em 2025. Os grandes destaques foram os aumentos de 8,2% de biodiesel e 4,3% de etanol. No ano passado, os teores obrigatórios de mistura de etanol anidro na gasolina e de biodiesel no diesel fóssil aumentaram de 27% para 30% e de 14% para 15%, respectivamente.

Energia Elétrica

No caso da energia elétrica, verificou-se crescimento na oferta interna de 20,4 TWh (+2,7%) em relação a 2024. A participação de renováveis na matriz elétrica ficou em 86,8% em 2025.

Participação das renováveis na Oferta Interna de Energia Elétrica


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Juntas, a eólica e a solar fotovoltaica representaram 26,4% da geração total de eletricidade no País em 2025, demonstrando a evolução destas fontes na matriz elétrica brasileira. A micro e minigeração distribuída (MMGD) atingiu 7,0% na geração total de eletricidade no Brasil, em 2025.

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A geração solar fotovoltaica atingiu 88,1 TWh (geração centralizada e MMGD) crescendo 24,7% e a sua capacidade instalada alcançou 64.793 MW, expansão de 33,7% em relação ao ano anterior.

Já a geração eólica atingiu 116,5 TWh (crescimento de 8,2%) e a sua potência instalada alcançou 34.707 MW, expansão de 17,5%.

Em 2025, houve um aumento de 12,3% na geração termelétrica em relação ao ano anterior, totalizando 169,9 TWh. O gás natural destinado a geração de eletricidade cresceu 22,7%, em comparação com 2024.

O consumo final de eletricidade cresceu 2,7% em 2025, quando comparado com o ano anterior. Os setores que mais contribuem nesse consumo são: industrial, residencial e comercial.

Emissões

Em 2025, o total de emissões antrópicas associadas à matriz energética brasileira atingiu 440,2 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (Mt CO2 eq), sendo a maior parte (220,8 Mt CO2 eq) gerada no setor de transportes.

Em termos de emissões por habitante, cada brasileiro, produzindo e consumindo energia em 2024, emitiu em média 2,1 t CO2 eq.

Emissões de CO2 per capita (2023) em t CO2/hab.
​Fonte: Agência Internacional de Energia (AIE) e EPE para o Brasil. Elaboração: EPE

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Para o ano de 2023, cada brasileiro emitiu o equivalente a 15% do que um cidadão estadunidense emitiu, 40% do que um cidadão europeu da União Europeia emitiu e 26% do que um cidadão chinês emitiu.

O setor elétrico brasileiro emitiu em 2025 apenas 64,8 kg CO2 eq para produzir 1 MWh, um índice muito baixo quando se estabelece comparações com países europeus da União Europeia, Estados Unidos (EUA) e China.

Emissões de CO2 (kg) por MWh gerado (2023)
​Fonte: Agência Internacional de Energia. Elaboração: EPE

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Para produzir 1 MWh, o setor elétrico brasileiro emite cerca de 23% do valor emitido pelos países europeus da União Europeia, 16% do que é emitido pelo setor elétrico estadunidense e 8% do que é emitido pelo setor elétrico chinês.

Cerca de 70% das emissões brasileiras de Gases de Efeito Estufa estão concentradas nos setores de Agropecuária e Uso da Terra, Mudança do Uso da Terra e Florestas (LULUCF), enquanto as emissões do setor de Energia corresponderam a 20,5% do total inventariado em 2022. 


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