No Energyear 2026, EPE fala sobre presente e futuro do setor elétrico brasileiro

​Publicado em 9 de fevereiro de 2026

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A perspectiva institucional sobre o setor elétrico brasileiro, sua situação atual e desafios futuros orientou o diálogo entre a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) no painel inaugural do Energyear Brazil 2026, evento ocorrido nos dias 4 e 5 de fevereiro, em São Paulo.

O Diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais da EPE, Thiago Ivanoski, foi painelista ao lado da diretora da Aneel Agnes Costa e da Gerente Executiva de Relacionamento com Agentes e Assuntos Regulatórios do ONS, Tatiane Pestana, em debate moderado pelo sócio e head de energia da Caputo Bastos e Serra Advogados, Wagner Ferreira.

Energia limpa

Em sua fala, o diretor da DEA apresentou as matrizes energética e elétrica do Brasil, que ostenta a maior participação de energia limpa entre os países do G20. Completados dez anos do Acordo de Paris, o país avança na transição energética com uma matriz cada vez mais limpa, políticas públicas robustas e ações para a segurança energética e erradicação da pobreza energética.

Bússolas do planejamento

Como não poderia deixar de ser, Ivanoski ressaltou o papel do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) e do Plano Nacional de Energia (PNE) como "bússolas" do planejamento energético nacional. Por exemplo, o Caderno de Micro e Minigeração Distribuída & Baterias Atrás do Medidor, parte dos estudos do PDE 2035, projeta a capacidade instalada de MMGD; o Caderno de Demanda de Eletricidade informa a carga global de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN).

Desafios

Entre os desafios futuros, o diretor elencou as mudanças climáticas e a tendência de aumento dos extremos climáticos e dos riscos para o sistema elétrico, que deve se tornar mais resiliente; o aumento exponencial do consumo de energia por data centers (DCs) e inteligência artificial, apoiado pela robustez da infraestrutura e do planejamento brasileiros; e o atendimento a grandes cargas, inclusive DCs e plantas de hidrogênio.


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