A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) participou do Nuclear Legacy 2025, evento organizado pela Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), nos dias 20 e 21 de outubro.
Representando a EPE, Thiago Ivanoski, Diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais (DEA), explicou o planejamento energético brasileiro desenvolvido para médio e longo prazo no painel "Energia Nuclear e o Planejamento Energético Brasileiro".
Ivanoski mostrou as consideradas "bússolas" desse planejamento, tanto o Plano Decenal de Energia (PDE), que detalha a expansão da oferta e da infraestrutura e reflete políticas vigentes, sinais de mercados e viabilidade técnica a médio prazo, quanto o Plano Nacional de Energia (PNE), que orienta políticas, programas e iniciativas a longo prazo, tendo foco em sustentabilidade, segurança e modicidade. Ele também falou das projeções sobre a capacidade energética brasileira até 2034 e das grandes tendências para o sistema energético nacional até 2055.
Continuando sua apresentação, o Diretor da DEA explicou a importância da energia nuclear na transição energética e na descarbonização, mostrando que ela coincide com as diretrizes do planejamento energético; dentre elas, segurança energética, confiabilidade do sistema, descarbonização e transbordamento tecnológico.
Thiago Ivanoski também comentou das parcerias com a Agência Internacional de Energia Atômica (do inglês, International Atomic Energy Agency, IAEA) e com o Departamento de Energia dos Estados Unidos e o Laboratório Nacional de Idaho (do inglês, Idaho National Laboratory, INL). Essas publicações analisaram, sobretudo, os desafios e as oportunidades postas para o uso de Pequenos Reatores Nucleares (do inglês, Small Modular Reactor, SMR). "O SMR é capaz de dar flexibilidade em uma unidade só", disse Ivanoski. "Ela pode suprir sistemas de uma maneira independente; por exemplo, os sistemas isolados".
Por último, divulgou a parceria da EPE com a ABDAN no Fórum de SMR, enumerando o objetivo, as reuniões plenárias e técnicas, a participação de instituições nacionais e internacionais e os tópicos abordados no documento.
Em suas considerações finais, o Diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais disse que a transição energética não é uma virada de chave, mas um processo; explanou o papel da energia nuclear na transição energética e como o SMR pode trazer novas oportunidades para a indústria nuclear. Para finalizar, considerou os desafios e a posição estratégia da energia nuclear do Brasil para o Planejamento Energético e a importância do engajamento e da comunicação de todas as partes interessadas em todas as etapas.
