Representando o Brasil, copresidente do 21st Century Power Partnership (21CPP), EPE compartilhou a experiência brasileira e destacou a importância do planejamento integrado para o avanço da eletrificação.
Publicado em 15 de outubro de 2026
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) participou, no dia 12 de outubro, de uma sessão virtual realizada no âmbito da 17ª edição do Clean Energy Ministerial (CEM17), dedicada ao lançamento do relatório Strategic Electrification. A publicação foi desenvolvida pelo 21st Century Power Partnership (21CPP), iniciativa internacional da qual o Brasil exerce a copresidência, em colaboração com outras frentes de trabalho voltadas à transição energética. A EPE foi representada pelo assessor da Presidência, Gustavo Naciff de Andrade.
Durante sua intervenção, o representante brasileiro destacou a importância da cooperação internacional para enfrentar os desafios da eletrificação e compartilhou a experiência do Brasil na transformação de seu sistema elétrico.
A EPE ressaltou que essa transformação exige uma evolução do planejamento energético, que deve considerar não apenas a expansão da oferta de eletricidade, mas também atributos essenciais ao funcionamento do sistema, como flexibilidade, confiabilidade, capacidade de transmissão e resiliência. Ao mesmo tempo, o surgimento de novas demandas, associadas a data centers, produção de hidrogênio e eletrificação industrial, reforça a necessidade de antecipar onde, quando e como ocorrerá o crescimento do consumo de eletricidade.
O relatório apresentado durante a sessão reforça essa perspectiva ao destacar que a eletrificação estratégica depende de uma abordagem integrada, que articule demanda, infraestrutura elétrica, eficiência energética, flexibilidade e capacidades institucionais. A publicação reúne contribuições de diferentes iniciativas do Clean Energy Ministerial, incluindo o 21CPP e a International Smart Grid Action Network (ISGAN), além da Green Powered Future Mission, vinculada à Mission Innovation.
O debate contou com representantes de organizações internacionais como a Agência Internacional de Energia (IEA), a Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e o Fórum Econômico Mundial. Entre as principais mensagens, destacou-se a necessidade de antecipar novas demandas, ampliar o aproveitamento da infraestrutura elétrica existente e incorporar a eficiência energética e a flexibilidade como recursos centrais do planejamento.
Os participantes também ressaltaram a importância de transformar as recomendações do relatório em ações concretas, por meio de cooperação técnica, intercâmbio de experiências e apoio à implementação de políticas públicas. Nesse contexto, a participação da EPE contribui para o compartilhamento da experiência brasileira e para o fortalecimento da cooperação internacional em torno dos desafios da eletrificação e do planejamento energético.
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