Representantes da Empresa apresentaram perspectivas para a expansão das energias renováveis, a flexibilidade dos sistemas elétricos, o planejamento de longo prazo e o enfrentamento da pobreza energética.
Publicado em 15 de outubro de 2026
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) participou da XI Semana da Energia, promovida pela Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (OLACDE), entre os dias 6 e 9 de outubro de 2026, em Santo Domingo, na República Dominicana. O evento reuniu autoridades, especialistas e representantes de instituições públicas e privadas para discutir os desafios e as oportunidades da transição energética na América Latina e no Caribe.
Representada pelo presidente Thiago Prado e pelo assessor da Presidência Gustavo Naciff, a EPE contribuiu para diferentes debates técnicos, compartilhando resultados dos estudos de planejamento energético brasileiro e experiências relacionadas à integração de fontes renováveis, à modernização dos sistemas elétricos e à promoção de uma transição energética justa e inclusiva.
Flexibilidade e estabilidade dos sistemas elétricos
No dia 6 de outubro, o presidente Thiago Prado participou do painel Más allá del almacenamiento: BESS, Grid Forming y el futuro de la estabilidad de los sistemas eléctricos, no qual apresentou as perspectivas para a evolução do sistema elétrico brasileiro diante da crescente participação de fontes renováveis variáveis.
Prado destacou que a participação da geração solar e eólica na matriz elétrica brasileira passou de 3,5%, em 2015, para 26,4%, em 2025. Segundo os estudos do Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 (PDE 2035), essa transformação amplia a importância de requisitos como potência, flexibilidade, controle de frequência e tensão e estabilidade dos sistemas.
O presidente ressaltou o papel das hidrelétricas brasileiras na oferta de flexibilidade e a necessidade de complementar essa contribuição com um conjunto diversificado de soluções, incluindo armazenamento por baterias, usinas hidrelétricas reversíveis, resposta da demanda, geração flexível, expansão da transmissão e tecnologias como Grid Forming. Nesse contexto, destacou o potencial das hidrelétricas reversíveis para oferecer armazenamento de maior duração e contribuir para a integração das fontes renováveis variáveis.
Também apresentou avanços da EPE na incorporação de análises horárias e locacionais ao planejamento, além de destacar a importância dos mecanismos competitivos para viabilizar soluções capazes de atender às necessidades do sistema.
Planejamento de longo prazo e integração regional
No dia 6 de outubro, a experiência brasileira com a construção de cenários energéticos também esteve presente no painel Planificación Energética: construyendo hoy la transición energética del mañana.
A contribuição da EPE abordou aprendizados metodológicos do Plano Nacional de Energia 2055 (PNE 2055), destacando a importância de construir cenários transparentes, comparáveis e capazes de representar diferentes incertezas sobre o futuro.
A discussão enfatizou que a construção de cenários regionais deve partir de questões estratégicas comuns aos países, contemplar suas diferentes realidades energéticas e utilizar metodologias participativas que assegurem diversidade de perspectivas.
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