Publicado em 15 de outubro de 2026

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Ministério de Minas e Energia (MME) realizaram, nos dias 8 e 9 de outubro, em Brasília o quarto módulo do Programa de Formação em Planejamento Energético e Atuação da EPE. A capacitação foi conduzida por Luiz Lorentz, da Superintendência de Transmissão de Energia (STE/DEE).
Ao longo de dois dias, os participantes conheceram os detalhes do processo de planejamento da transmissão conduzido pela EPE. A programação abordou as principais diretrizes, critérios e metodologias utilizados nos estudos de planejamento da transmissão, contemplando também as principais motivações para os estudos, os relatórios complementares R2, R3, R4 e R5 e aspectos relacionados a outorga dos empreendimentos de transmissão recomendados nos estudos.
As discussões exploraram também os principais desafios enfrentados pelo planejamento da transmissão como a redução da participação de fontes de geração controláveis e aumento da participação de recursos de geração renovável variável, o descasamento entre os tempos de implantação dos empreendimentos de geração e dos empreendimentos de transmissão, a conexão de grandes consumidores no sistema de transmissão, o envelhecimento de ativos e o acesso ao sistema de transmissão.
O módulo também abordou os principais estudos prospectivos da transmissão realizados nos últimos anos, como uma estratégia de antecipar a identificação e recomendação de reforços necessários para a conexão de grandes montantes de geração e de carga, mas condicionando a efetiva implantação das obras à concretização dos montantes prospectados. Foram abordados também soluções inovadoras recomendadas nos últimos estudos da transmissão como as tecnologia VSC, FACTs, SSSC, DLR, condutores especiais do tipo HTLS e sistemas de armazenamento de energia.
O programa seguirá nos próximos meses com novos módulos temáticos, fortalecendo a integração entre as equipes da EPE e do MME e contribuindo para o desenvolvimento de capacidades técnicas voltadas ao planejamento e à formulação da política energética brasileira.
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