Resultados apresentam caminhos e roadmaps para a neutralidade climática até 2050.
Publicado em 3 de outubro de 2025

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) participou, no dia 3 de outubro, do evento de lançamento da segunda fase do Programa de Transição Energética (PTE 2), realizado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM). Ao longo do último ano, diversos colaboradores da EPE de todas as diretorias participaram ativamente dos trabalhos desta iniciativa.
A iniciativa é conduzida pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Centro de Economia Energética e Ambiental da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Cenergia/UFRJ), a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), MRTS Consultoria e a EPE, reunindo esforços para apoiar o Brasil em sua trajetória rumo à neutralidade de carbono até 2050.
Em sua segunda fase, o PTE tem como objetivo oferecer subsídios técnicos para governos e empresas por meio da elaboração de cenários energéticos e macroeconômicos, além da construção de roadmaps setoriais. O programa abrange setores estratégicos como energia, cidades, transporte, indústria e uso da terra, articulando-os com temas transversais como infraestrutura, inovação e políticas públicas. Seus resultados fortalecem a formulação de políticas e estratégias de desenvolvimento sustentável, com impactos sobre o PIB, a geração de empregos e os investimentos.
Durante o evento, o Diretor de Gestão Corporativa da EPE, Carlos Cabral, destacou o caráter inovador do PTE, ressaltando sua contribuição para a governança da transição energética. "O PTE reproduz a dinâmica real do tomador de decisão e do formulador de políticas públicas, com suas incertezas, divergências e convergências. É, portanto, um exercício valioso de governança capaz de lidar com a complexidade da transição energética brasileira", afirmou.
Cabral também enfatizou o papel da EPE como articuladora de parcerias institucionais, reforçando a relevância da atuação conjunta de suas diretorias no desenvolvimento do projeto. "Esse engajamento reflete a transversalidade da transição energética e está em sintonia com a missão da EPE de entregar estudos e pesquisas de alta qualidade para subsidiar políticas públicas e o planejamento energético nacional", completou.
Entre os principais resultados da segunda fase do PTE, destacam-se os roadmaps setoriais que propõem estratégias específicas para as áreas de AFOLU (agropecuária, florestas e uso do solo), indústria, cidades, transporte e energia. Esses produtos, aliados à análise de cenários e impactos econômicos, constituem um ativo relevante para evidenciar desafios e oportunidades, e para buscar a criação de consensos para a transição energética, contribuindo para o posicionamento do Brasil como referência global em soluções de baixo carbono.
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