Publicado em 6 de outubro de 2025
Diretora de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE participou do painel “Novas fronteiras energéticas: Combustíveis do futuro”.
Diretora de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE participou do painel "Novas fronteiras energéticas: Combustíveis do futuro".
A agenda energética da América Latina e do Caribe esteve em debate durante a X Semana de la Energía, realizada entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro em Santiago, no Chile. Ao longo do evento, a Diretora de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Heloisa Borges, participou como painelista em discussões sobre mercado energético regional, combustíveis do futuro e integração gasífera.
Realizada pela Organização Latino-Americana de Energia (Olade) com o Ministério de Energia do Chile, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), o Banco Mundial e GET.transform, a Semana de la Energía da Olade é o principal espaço de diálogo sobre o futuro energético da América Latina e do Caribe, reunindo governos, empresas e instituições técnicas em torno de uma agenda comum de transição e integração.
Durante o evento, Heloisa Borges compartilhou estudos da EPE que tratam do papel do gás natural e do biometano na descarbonização, da importância da integração regional para a segurança energética e do planejamento de longo prazo como base para sistemas mais resilientes e conectados, inclusive os
cenários projetados para os biocombustíveis no Brasil e o
Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural e Biometano (PNIIGB).
Atualmente em fase de
consulta pública, o PNIIGB considera as instalações e infraestruturas de escoamento, de processamento, de estocagem e de transporte de gás natural, além da distribuição por gás natural comprimido (GNC) ou gás natural liquefeito (GNL), e as instalações para produção e transporte de biometano.
Já o
Caderno de Oferta de Biocombustíveis, parte integrante do
Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035, apresenta projeções detalhadas sobre a evolução da oferta e da demanda de biocombustíveis no Brasil, considerando o cenário de avanço da transição energética e do fortalecimento das políticas públicas para o setor — tais como a expansão da produção de biocombustíveis com R$ 110 bilhões até 2035.
Na avaliação da diretora, a participação da EPE reforça o papel da empresa como referência em planejamento energético e cooperação técnica. "Foi uma oportunidade valiosa para reforçar o compromisso do Brasil em promover uma transição energética justa, inclusiva e integrada em toda a região", afirmou.
Painel sobre combustíveis do futuro também contou com a participação do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT) e da companhia aérea LATAM.
Cozimento limpo
Durante a semana, também foi realizada a 55ª Reunião Anual de Ministros de Energia dos 27 países-membros da Olade, em que foram aprovadas decisões sobre temas estratégicos. A maioria dos países da região adotou a meta de atingir 95% de cobertura de acesso às tecnologias de cozimento limpo na América Latina e no Caribe.
No
Caderno de Diagnóstico sobre a Carência de Acesso ao Cozimento Limpo no Brasil, a EPE faz um diagnóstico das diferentes realidades do Brasil em relação à carência de acesso a fontes modernas para cozimento, partindo da problemática do uso de lenha e carvão para a preparação de alimentos e seus efeitos na saúde humana.
Notícias relacionadas
EPE participa da III Jornada de Integração Energética com países da América Latina e Caribe