No “Amazonas Óleo, Gás e Energia 2026”, EPE apresenta perspectivas de exploração e produção na Margem Equatorial

Publicado em 25 de março de 2025

A convite da Secretaria de Estado de Energia, Mineração e Gás do Estado do Amazonas, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apoia e está participando do "Amazonas Óleo, Gás e Energia – Expo & Conferência 2026", realizado em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/AM) de 23 a 25 de março, em Manaus.

Com o tema "Amazonas e o Arco Norte do Desenvolvimento Energético", esta terceira edição do evento destaca o papel estratégico do Estado do Amazonas na transição energética e na integração regional.

No segundo dia de evento, o Superintendente Adjunto de Petróleo e Gás Natural da EPE, Marcelo Alfradique, participou de painel de discussão sobre o "Setor de Petróleo no Brasil, Amazonas e Margem Equatorial", moderado pelo Gestor de Projetos em Petróleo e Gás do Sebrae/RN, Robson Matos, ao lado do Gerente Setorial de Gerenciamento e Maximização de Potencial Norte da Petrobras, Elindomar Assis, e do Diretor de Atração de Investimentos da Agência Amapá, Antonio Batista.

Transmissão no YouTube

Durante o painel, Alfradique apresentou as projeções do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) em relação à produção de óleo e gás no Brasil e no Amazonas, bem como um panorama das atividades de exploração e produção (E&P) na Margem Equatorial, com foco na Bacia do Amazonas. Além disso, foi exposto o status do Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural e Biometano (PNIIGB).

De acordo com o superintendente adjunto, a perspectiva para os próximos anos é de manutenção do percentual de 50% da renovabilidade da matriz energética brasileira, bem como o aumento da participação do gás natural. No horizonte decenal, o PDE projeta o crescimento da produção de petróleo e de gás natural nas bacias do Solimões e do Amazonas de 2026 até 2029 e 2030, seguida por um decréscimo até o final do decênio, o que, para Alfradique, representa uma oportunidade, por ser uma região de grande potencial de desenvolvimento.

Em seus estudos de planejamento, como o Plano Indicativo de Processamento e Escoamento de Gás Natural (PIPE) e o Plano Indicativo de Terminais de GNL (PITER), a EPE analisa alternativas para indicar projetos de infraestrutura com base em estudos de oferta e demanda, tendo identificado, no Amazonas, um terminal de regaseificação, além de dutos de escoamento e Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGNs). O PIPE e o PITER trazem a descrição das infraestruturas, a análise socioambiental e o orçamento dos projetos, em termos de Capex (investimentos), geração de emprego e renda e impacto no Produto Interno Bruto.

Já o PNIIGB teve, após ampla participação da sociedade e de agentes do mercado, sua versão consolidada enviada ao Ministério de Minas e Energia para aprovação, última etapa antes da publicação final. O Plano incluiu 14 projetos que foram considerados prioritários para ampliar a oferta de gás natural no Brasil, mitigar gargalos e expandir a malha integrada de gasodutos, ao mesmo tempo que procurou trazer alternativas para conexão do biometano ao Sistema de Transporte de Gás Natural (STGN), somando mais de R$ 34 bilhões em investimentos.

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