A aceleração dos casos de
Covid-19 no Brasil a partir de março provocou impactos fortes na economia e na
circulação de pessoas e bens. Esta nova publicação da EPE reúne em um só lugar
dados consolidados que dão a dimensão dos impactos da pandemia no setor energético,
com destaques na demanda de energia elétrica e os principais combustíveis.
A partir de um retrato do setor
energético em 2019, este caderno traça a evolução da carga e da demanda de
combustíveis ao longo dos seus primeiros meses de 2020, permitindo uma leitura
abrangente do choque causado pela pandemia.
O consumo da rede elétrica, no
acumulado dos seis primeiros meses do ano, foi 4,5% inferior ao observado no
mesmo período de 2019. O mês de maio foi o de redução mais severa, sendo 11%
inferior ao mesmo mês do ano passado. Indústria e comércio foram os setores
mais afetados.
No setor de transportes, as
fontes energéticas mais afetadas foram, respectivamente, QAV (querosene de
aviação), GNV e etanol hidratado. No mês de abril, a demanda desse setor chegou
a ser 27% inferior ao mesmo período de 2019. Na maioria dos combustíveis, abril
foi o mês de maior impacto em comparação com o ano anterior, e até junho ainda
sem plena recuperação.
O caderno traz ainda uma
contabilidade de como essas reduções na demanda de energia se refletiram em
termos de emissões de gases de efeito estuda no setor elétrico e nos
transportes. A Covid-19 ocasionou redução das emissões em todo o mundo,
entretanto espera se que esse efeito seja temporário. As políticas e investimentos
no processo de retomada poderão influenciar a médio e longo prazo a trajetória
de emissões.
Acesse o Balanço Covid-19 -Impactos nos mercados de energia no Brasil: 1º semestre de 2020.