Resenha Mensal: O consumo de energia elétrica no Brasil em outubro de 2020 apresentou avanço de 3,5% em relação ao mesmo mês de 2019.

O consumo de energia elétrica no Brasil em outubro de 2020 totalizou 42.426 GWh, representando avanço de 3,5% em relação ao mesmo mês de 2019. Trata-se do terceiro avanço consecutivo em 2020, com a maior taxa mensal, desde fevereiro de 2019, e maior consumo total mensal da série histórica, iniciada em 2004. Já o consumo acumulado em 12 meses alcançou 473.774 GWh, demonstrando uma variação negativa de 1,2%, entretanto uma queda mais suave do que a anotada em setembro.

Pelo quarto mês consecutivo a classe residencial (+9,3%) tem crescimento elevado e segue puxando a demanda nacional de eletricidade em outubro, acompanhada pela classe industrial (+4,9%). Enquanto as residências registraram o maior consumo da série histórica e a maior taxa de variação em relação ao mesmo mês do ano anterior, desde fevereiro de 2014, as indústrias apresentaram o maior consumo em outubro desde 2013, com avanço disseminado em todas as regiões do país e destaque para os segmentos metalúrgico e fabricação de produtos minerais não metálicos. Já a classe comercial (-6,0%), embora registrando a menor queda desde abril de 2020, ainda permanece sob influência da pandemia da COVID-19, principalmente no setor de serviços. Apenas a Região Norte (+1,1%) apresentou expansão do consumo no comércio em outubro.

Novamente nesse mês todas as regiões apresentaram expansão do consumo de energia, dando continuidade ao movimento de avanço disseminado por todo o País iniciado em setembro. A região Norte (+6,5%) segue como destaque, acompanhada pelas regiões Centro-Oeste (+6,2%), Sudeste (+3,3%), Nordeste (+2,9%) e Sul (+1,9%). Em variação absoluta de consumo, destaque para a região Sudeste que apresentou expansão de 675 GWh, mais que o triplo da expansão em GWh registrado pelo Centro-Oeste que aparece em seguida com 214 GWh.

Quanto às modalidades de contratação de energia, o mercado livre apresentou crescimento de 8,6% no mês, enquanto o consumo cativo das distribuidoras de energia elétrica cresceu 0,8%, primeira expansão desde fevereiro deste ano.

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