PNE 2055 - MME e EPE traçam cenários do planejamento energético para uma transição energética justa e inclusiva

Perspectivas apresentadas no primeiro caderno do Plano Nacional de Energia (PNE) 2055 mostram como as mudanças vivenciadas pelos sistemas energéticos vão exigir acompanhamento constante do setor e uma visão de mais longo prazo

De olho no planejamento energético brasileiro para os próximos 30 anos, o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) lançaram, nesta segunda-feira (6/01), o primeiro caderno do Plano Nacional de Energia (PNE) 2055. O estudo avalia as principais tendências e incertezas para o horizonte, além de reunir os cenários energéticos qualitativos que são insumos tanto para a construção da nova edição do PNE 2055, quanto para o Plano Nacional de Transição Energética (Plante).

O caderno explora distintas possibilidades de futuro e de lidar de maneira eficaz com as principais incertezas que se apresentam como desafios inerentes ao planejamento de longo prazo. De acordo com a publicação, novos temas emergem, trazendo consigo uma série de transformações nos sistemas energéticos, que exigem um acompanhamento constante e uma visão ampliada de longo prazo sobre cada um deles. Entre essas mudanças, segundo o caderno, estão as relacionadas ao clima, à transição energética, à evolução das inovações tecnológicas e às de hábitos de consumo, o que aumenta a complexidade do ambiente externo.

 Durante o processo de construção do plano, houve um olhar cuidadoso que se centrou no mapeamento de fatores que têm influência relevante na evolução futura do sistema energético no Brasil. Essa dinâmica teve como resultado a definição de sete grandes tendências e vinte incertezas no horizonte 2055 que, de uma forma geral, moldaram a construção de cinco possíveis trajetórias de futuro.

 Nesse sentido, a prospectiva e os métodos de construção de cenários se destacam como instrumentos valiosos, apoiando a compreensão desse ambiente complexo e facilitando o planejamento de longo prazo. "Esses métodos não apenas ajudam na criação de uma visão compartilhada do futuro entre os diversos agentes envolvidos, mas também contribuem para o alcance do futuro desejado, adotando uma abordagem sistêmica e não linear", pontua o secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento do MME, Thiago Barral.

Para o presidente da EPE, Thiago Prado, o caderno Cenários Energéticos agrupa os principais insumos produzidos entre março de 2023 e junho de 2024, como parte da construção do PNE 2055. "O processo participativo, conduzido pela EPE em colaboração com o MME, representa uma abordagem inovadora no desenvolvimento de estudos de cenarização de longo prazo", afirmou.

Mais sobre o caderno 

A qualidade metodológica e a robustez dos resultados alcançados no processo, além da criação de capacidade interna significativa, reforçam o potencial de contribuição da construção do PNE 2055 para outras importantes iniciativas em andamento, como o Plano Nacional de Transição Energética (PLANTE), do MME, e o Estratégia Brasil 2050, do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO).

 A construção de cenários futuros de forma qualitativa e colaborativa é um ponto de partida fundamental do PNE 2055, que, nos próximos passos, envolverá a quantificação desses cenários e a formulação da estratégia energética brasileira para o longo prazo.

Acesse o caderno Cenários Energéticos

INFOGRÁFICO SNTEP_PNE 2055.png

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