No I CBME, diretora da EPE debate novas fronteiras do petróleo e do gás

​Publicado em 24 de setembro de 2025

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Colaboradores da DEA e da DPG representaram a EPE no congresso

No dia 23 de setembro, a Diretora de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (DPG) da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Heloisa Borges, participou do Congresso Brasileiro de Minas e Energia 2025 (CBME 2025) e foi uma das apresentadoras do painel "Petróleo e Gás – Novas Fronteiras: Margem Equatorial, Bacia de Pelotas e os Desafios Atuais".

No início de sua fala, Heloisa elogiou a iniciativa e disse que é extremamente importante que eventos como o CBME aconteçam. Ela também celebrou o fato de que o primeiro Congresso Brasileiro de Minas e Energia começou debatendo a integração do petróleo e gás à transição energética, além de falar também em mineração e fertilizantes. "Quando a gente olha para o futuro do Brasil, a gente vê que essas questões estão integradas", disse a diretora da DPG.

Em sua apresentação, Heloisa também falou da necessidade de uma transição energética justa e sustentável para todas as regiões do país e contou um pouco sobre a visão do PNE. "O cenário de longo prazo do Plano Nacional de Energia, do Governo brasileiro, está sendo trabalhado especificamente com o desafio de atingir a neutralidade de carbono com inclusão social, geração de emprego e renda e a redução das desigualdades regionais", continuou Borges.

A diretora da DPG dissertou sobre a exploração de novas fronteiras do uso de combustíveis fósseis no cenário de transição energética. "O mundo vai precisar de petróleo em todos os cenários: no cenário que a gente atinja a neutralidade climática, no cenário em que a gente não atinja a nossa ambição, mas que fique em torno dos 2 ºC [de elevação de temperatura global]; em todos os cenários, o mundo precisa de petróleo".

Para apoiar este ponto de vista, Heloisa citou o professor Roberto Shaeffer, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), que sugeriu, em entrevista ao Estadão, que a comunidade internacional admita que há demanda por combustíveis fósseis até que a transição energética esteja completa e concentre a extração em lugares com menor potencial poluidor.


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