Publicado em 11 de setembro de 2026
Entre 1º e 3 de setembro, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) participou da Gas & Energy Week 2026, que reuniu lideranças, reguladores, especialistas e investidores no Rio de Janeiro para diálogos estratégicos sobre o setor de gás natural. Além de debates sobre regulação, termelétricas e desenvolvimento do mercado livre de gás, esta quinta edição trouxe discussões sobre biogás, biometano e hidrogênio.
No primeiro dia, dedicado ao gás natural, o painel inaugural sobre “Política pública e o plano integrado de gás como instrumento de planejamento e organização da expansão física e estratégica do setor" contou com a participação da EPE, representada pelo Superintendente Adjunto de Petróleo e Gás Natural, Marcelo Alfradique, além do Ministério de Minas e Energia (MME), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Repsol, MGAS Comercializadora (J&F), Prysma E&T Consultores e FTLF Advogados.
Durante a discussão, que abordou o planejamento estratégico para o mercado, o atual posicionamento do Estado e como organizar a próxima década de expansão, o superintendente adjunto comentou e esclareceu questões relacionadas ao Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural e Biometano (PNIIGB), que aguarda aprovação pelo MME, assim como as diferenças entre o PNIIGB e o Plano Decenal de Expansão da Malha Dutoviária (PEMAT), oriundo da primeira Lei do Gás (nº 11.909/2009).

No segundo dia, com foco nos gases de baixo carbono, Alfradique moderou o painel “Hidrogênio de baixo carbono no Brasil: integração energética, competitividade e escala", composto também por Guofuhee, Prumo Logística, Fortescue, Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), Energy Industries Council (EIC) e Casa dos Ventos, no qual foram abordados o panorama mundial e os projetos em desenvolvimento no Brasil.
Já o terceiro dia, voltado às termelétricas, teve participantes da EPE em dois painéis. “Resultados do LRCAP e segurança do SIN: o papel estrutural das térmicas na estabilidade do sistema elétrico" foi tema de debate com o Superintendente Adjunto de Geração de Energia, Caio Leocádio, ao lado do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Diamante Energia, Aggreko e Sotreq, em que foram avaliados os modelos de contratação, a integração com o gás natural e a necessidade de expansão da capacidade firme.

Por fim, o Superintendente de Transmissão de Energia da EPE, Thiago Dourado, moderou o painel “Desafios e oportunidades para os setores de gás e energia com o mercado de data centers no Brasil", que contou com a participação da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) do estado de São Paulo, da Eneva e da Elea Data Centers.
Na ocasião, além de conduzir as discussões com os participantes, o superintendente aproveitou para falar um pouco sobre como a infraestrutura de rede elétrica do Brasil vem sendo preparada para viabilizar a integração dos datas centers ao grid, apresentando resultados gerais de estudos de planejamento da expansão da transmissão realizados recentemente.