Publicado em 1º de setembro de 2026
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) participou da edição de 2026 da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM), realizada de 24 a 27 de agosto em Belo Horizonte. Dentro da programação do Congresso, a palestra “Rumos Estratégicos da Matriz Energética Brasileira" reuniu especialistas, no terceiro dia de evento, para analisar o papel do gás natural, das fontes renováveis e dos recursos nacionais na transição energética e no desenvolvimento econômico do Brasil.
Participaram do debate o Superintendente Adjunto de Petróleo e Gás Natural da EPE, Marcelo Alfradique, assim como o especialista sênior em Regulação de Petróleo e Gás Natural e Política e Estratégia da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Guilherme Papaterra; o membro do Conselho de Administração da Petrobras e acionista da AVG, José Fernando Coura; e a gerente sênior de Gestão de Energia e gerente sênior de Energia na Yara Brasil Fertilizantes, Lara Terra.

Foto: Ibram
Na abertura, Papaterra ressaltou que uma matriz energética “diversificada, resiliente e competitiva" é fundamental para fortalecer cadeias produtivas estratégicas e ampliar a capacidade de atração de investimentos. Sob a perspectiva da indústria, Lara Terra destacou a relevância do gás natural para setores intensivos em energia, como o de fertilizantes. Ex-presidente do IBRAM, José Fernando Coura defendeu o aproveitamento dos recursos naturais brasileiros como instrumentos de desenvolvimento e ressaltou a relevância do petróleo e do gás natural para o financiamento da transição energética.
Na avaliação do superintendente adjunto da EPE, o Brasil reúne condições para ampliar a oferta de gás natural nos próximos anos, impulsionado pelos projetos do pré-sal e pela abertura de novas fronteiras exploratórias. Marcelo Alfradique destacou que o gás pode contribuir para o fortalecimento da competitividade e para o processo de transição energética, inclusive por meio da substituição de combustíveis mais poluentes em atividades industriais, como a mineração e a siderurgia. “Gás natural é um vetor estratégico, seja para competitividade, seja para transição energética e todo mecanismo de descarbonização", afirmou.
O debate também ressaltou a necessidade de planejamento e de investimentos em infraestrutura capazes de aproximar a oferta da demanda. Lara Terra defendeu maior coordenação para a expansão das redes, enquanto Marcelo Alfradique comentou que o Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural e Biometano (PNIIGB) vem como instrumento para orientar investimentos e promover o aproveitamento desse potencial, além de destacar a diversidade da matriz energética brasileira, composta por petróleo, gás natural, fontes eólica e solar, energia nuclear e biomassa.
Criado para melhorar aproveitamento do gás natural no Brasil, o PNIIGB considera as instalações e infraestruturas de escoamento, de processamento, de estocagem e de transporte de gás natural, além da distribuição por gás natural comprimido (GNC) ou gás natural liquefeito (GNL), e as instalações para produção de biometano e posterior transporte. Uma primeira versão do Plano, que está sendo elaborado pela EPE, passou por consulta pública no fim do ano passado.
Com informações do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).