EPE publica a edição de fevereiro de 2025 das Perspectivas para o Mercado Brasileiro de Combustíveis no Curto Prazo

Publicado em 18 de fevereiro de 2025

Estudo projeta alta da demanda por combustíveis, incentivada pelo crescimento da economia.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publica nesta terça-feira, 18, a edição de fevereiro de 2025 das Perspectivas para o Mercado Brasileiro de Combustíveis no Curto Prazo. Publicação bimestral da EPE, o documento apresenta projeções para vendas mensais dos principais derivados de petróleo e biocombustíveis pelas distribuidoras no Brasil.

Entre as conclusões do estudo, destaca-se a continuação do crescimento da demanda brasileira de combustíveis líquidos em 2025. Para este ano, estima-se crescimento de 1,4%, ou 2,2 bilhões de litros, e, para 2026, aumento de 1,9%, ou 3 bilhões de litros.

Ao longo de 2025 e 2026, deverão contribuir para a alta do consumo: o crescimento da economia, resultados positivos da indústria, o recorde de pessoas trabalhando, políticas de transferência de renda e programas governamentais, com destaque para o Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Em especial, tais indicadores, associados ao aumento das expectativas para próxima safra de grãos, refletem-se em projeções de elevação da demanda de diesel, que deve ultrapassar 70 bilhões de litros em 2026.

Já o consumo dos combustíveis do ciclo Otto — gasolina C¹ e etanol anidro e hidratado — aumentou em 2024, com a participação do etanol no patamar médio de 47%. As perspectivas para a safra de cana 2025–2026 e o crescimento consistente do etanol de milho sustentam a oferta desse biocombustível. Estima-se que a demanda continuará crescente.

No setor de aviação, desde abril de 2024, o consumo de querosene de aviação (QAV) tem se mantido acima dos níveis registrados no período pré-pandemia, em 2019.

Por fim, o consumo de gás liquefeito de petróleo (GLP) continua a crescer, incentivado pela redução dos preços em comparação com o ano anterior e por transferências de programas sociais. 

¹ A gasolina tipo C contém etanol anidro combustível no teor estabelecido pela legislação vigente.

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