EPE publica a edição de dezembro de 2025 das Perspectivas para o Mercado Brasileiro de Combustíveis no Curto Prazo

Projeta-se um crescimento da demanda brasileira de combustíveis líquidos e GLP de 3,6 bilhões de litros para 2025 e de mais 3 bilhões de litros para 2026.

Publicado em 19 de dezembro de 2025

O crescimento da economia e do mercado de trabalho, políticas de transferência de renda e programas governamentais, com destaque para o Novo PAC e para o Gás do Povo, deverão contribuir para o crescimento do consumo de combustíveis também ao longo de 2026. Essa perspectiva reflete um cenário econômico favorável, marcado pelo aumento do PIB per capita desde 2024, queda da inflação e redução nos preços dos alimentos. A ocupação formal e de massa de rendimento real atingem recordes, acompanhados pela menor taxa de desocupação da série histórica, redução das desigualdades e aumento real do salário-mínimo. Em especial, tais indicadores, associados à confirmação das expectativas para a safra de grãos, sustentam projeções de elevação da demanda de diesel, chegando a 72 bilhões de litros em 2026.

O consumo dos combustíveis do ciclo Otto apresenta aumento contínuo diante de uma conjuntura econômica favorável. As perspectivas para a safra de cana 2025/26 foram boas, e o crescimento consistente do etanol de milho sustentam a oferta desse biocombustível. Estima-se que a demanda de etanol hidratado continuará elevada. Desde primeiro de agosto, o teor de anidro na gasolina C comum passou a ser de 30%.

No setor de aviação, pela primeira vez, a demanda de querosene de aviação (QAV) em 2026 deve ultrapassar a máxima histórica previamente registrada em 2014, de 7,5 bilhões de litros. Espera-se um crescimento um pouco mais moderado do consumo de QAV em 2026 do que o de 2025 (5,5%), devido aos ganhos de eficiência energética e operacional.

O consumo de gás liquefeito de petróleo (GLP) apresenta perspectiva de crescimento não vista há anos no setor, incentivado pela política de cocção limpa Gás do Povo, pela situação de pleno emprego e pela ampliação da disponibilidade de renda ao reformar o Imposto de Renda Pessoa Física, isentando os que ganham até 5 mil reais, além de oportunidades de evolução e ampliação do mercado.

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