Publicado em 27 de janeiro de 2026
O mercado de gás atravessa um momento de inflexão, impulsionado pelos cinco anos da Nova Lei do Gás e avanços regulatórios, investimentos e novos modelos de negócio com novos contratos e uso do biogás. É o que aponta a 8ª edição do caderno Perspectivas do Gás no Rio, elaborado pela Firjan Senai Sesi e lançado nesta terça-feira, 27, na Casa Firjan, com a participação da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
O documento mostra que 75% da produção nacional de gás natural está concentrada no Rio de Janeiro, principal polo de infraestrutura para movimentação e processamento de gás natural do país. No painel Tributação: Reforma, Modelos e Incentivos, a diretora de Estudos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE, Heloisa Borges, destacou a relevância do gás para a indústria nacional, avaliando os avanços e desafios após cinco anos da Nova Lei do Gás (Lei nº 14.134/2021).
"A lei foi aprovada em um contexto desafiador, com a pandemia da Covid-19. Logo depois, veio o início do conflito entre Rússia e Ucrânia. Mas tivemos avanços importantes na competitividade de preços de moléculas, na entrada de novos agentes no setor e com um arcabouço regulatório que oferece segurança jurídica", avaliou.
Heloisa Borges destacou que a indústria do gás no Rio de Janeiro precisa de competitividade. "Estamos trabalhando para criar mecanismos de coordenação e garantir a infraestrutura necessária", afirmou. Também participaram do debate o sócio-fundador da Infis Consultoria, Eduardo Pontes e o Fundador da Sinergás, Gabriel Kropsh, com mediação de Guilherme Souza, da Firjan.
Na abertura do evento, o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, lembrou que 2026 representa um momento decisivo para o mercado de gás. "Em um contexto global no qual a segurança energética é fundamental para o desenvolvimento, temos no gás natural um importante aliado. O Brasil e, em especial, o Rio de Janeiro reúne condições únicas para ampliar a oferta, reduzindo custos e fortalecendo a competitividade de sua indústria", declarou.
Segundo o presidente da Firjan, "a abertura do setor, a evolução regulatória, as mudanças do regime tributário e a necessidade de ampliar e otimizar a infraestrutura colocam o gás no centro das decisões estratégicas para o desenvolvimento econômico do estado".
Perspectivas do Gás no Rio 2025-2026
Em sua oitava edição, a publicação Perspectivas do Gás no Rio 2025–2026 reúne agentes da indústria e do poder público para qualificar o debate e apresentar as perspectivas para o setor no ano que se inicia. O documento traça um panorama sobre os desafios e oportunidades que moldarão o mercado de gás, oferecendo subsídios técnicos para formuladores de políticas públicas e agentes econômicos.
O caderno está estruturado em quatro eixos centrais, Tributação, Regulação, Infraestrutura e Modelos de Negócio, e conta com a colaboração da EPE. No artigo "Planos de investimento em gás natural: estado da arte, cenários e transformação", a Empresa de Pesquisa Energética aborda o Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural e Biometano (PNIIGB), que contribui para mitigar riscos do setor e criar condições mais favoráveis à viabilização de investimentos.
Acesse aqui o caderno Perspectivas do Gás no Rio 2025-2026.
