EPE marca presença no evento Diálogos da Transição e discutiu perspectivas energéticas até 2050

Nesta quarta-feira, 23, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) participou do evento Diálogos da Transição , um encontro que reuniu especialistas e lideranças do setor energético para debater estratégias para a transição energética e o futuro da matriz energética global. O evento contou com a participação de Thiago Ivanoski, Diretor de Estudos Econômicos, Energéticos e Ambientais da EPE, que se juntou a outros profissionais e representantes do setor para discutir o planejamento e as políticas de segurança para enfrentar os desafios da transição energética.

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Thiago Ivanoski, Diretor de Estudos Econômicos, Energéticos e Ambientais da EPE, destacou-se no evento ao abordar as perspectivas de planejamento energético para o Brasil até 2050, com foco nas metas de segurança energética e transição para uma matriz mais limpa. Em sua fala, Ivanoski ressaltou a importância de políticas públicas bem estruturadas e do uso de cenários prospectivos que auxiliem na identificação de incertezas e na adaptação das estratégias de investimento e desenvolvimento energético. Sua participação reforçou o papel central da EPE no apoio à formulação de estratégias que promovam a sustentabilidade e inovação no setor energético brasileiro. 

Durante o evento, a companhia de energia bp apresentou a 13ª edição do seu relatório anual bp Energy Outlook , que identifica como principais forças que influenciam a procura e a oferta global de energia, além de projetar planos para a transição até 2050. O relatório destacou que , apesar do crescimento das fontes de energia renovável, o consumo de combustíveis fósseis ainda permanece forte, refletindo a complexidade da substituição dessas fontes no cenário atual. 

Thiago Barral, Secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento do Ministério de Minas e Energia (MME), enfatizou o avanço de uma visão inovadora para a transição energética no Brasil, destacando a importância de um planejamento estratégico que considera como incertezas e variáveis do setor. "Uma das estratégias é fortalecer as capacidades de planejamento energético, trabalhar com cenários e identificar variáveis que impactam as decisões. Isso ajuda a minimizar desculpas, tanto em investimentos privados quanto em políticas públicas. Esse é o foco do Plano Nacional de Transição Energética", afirmou Barral. 

Além disso, Pietro Mendes, Secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, reconheceu os desafios relacionados à substituição de combustíveis fósseis, especialmente petróleo e gás natural, que continuarão desempenhando um papel crucial nos próximos anos. Mendes destacou iniciativas como o RenovaBio e o programa Combustível do Futuro , que visa reduzir a demanda por combustíveis fósseis ao promover a bioenergia e aumentar a participação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira. 

O relatório da BP também apontou que o Brasil está bem posicionado no cenário de crescimento das energias renováveis. As fontes renováveis de eletricidade devem continuar a se expandir em todos os cenários, criando oportunidades para o desenvolvimento de hidrogênio de baixo carbono. O economista-chefe da bp, Michel Cohen, destacou ainda que a bioenergia pode desempenhar um papel fundamental na redução de emissões em setores de difícil descarbonização. 

O evento reforçou a relevância de um planejamento energético sólido, e a participação da EPE, representada por Thiago Ivanoski, reafirmou o compromisso da empresa com o desenvolvimento de estudos que apoiem a transição energética no Brasil. Também estiveram presentes Bruna Mascotte, sócia sênior da Catavento, e outros especialistas que desenvolvem com suas perspectivas sobre o futuro do setor.

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