EPE leva cenários futuros e análise geopolítica para Fórum Brasileiro de Líderes em Energia

​Publicado em 11 de abril de 2025

Apresentações destacaram Plano Nacional de Energia 2055 e estudo sobre Rodadas de Licitação no Mundo

Na quarta-feira, 9, a terceira edição do Fórum Brasileiro de Líderes em Energia, Oil & Gas, 2025, reuniu executivos, especialistas, autoridades públicas e representantes do setor energético no Centro Cultural da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, para discutir os principais desafios, oportunidades e tendências do setor de energia no país.


Cumprindo sua missão de subsidiar o planejamento, o desenvolvimento e a política energética nacional, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) participou ativamente do Fórum, sendo nele representada por seu presidente, Thiago Prado, por seus diretores de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais, Thiago Ivanoski, de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Heloisa Borges, e de Gestão Corporativa, Carlos Cabral, e pelo analista Carlos Pacheco, da Superintendência de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis (SDB).

Realizado por FGV Energia e Dominium Produções, o primeiro dia de Fórum abriu a Latam Energy Week, que chega ao fim nesta sexta-feira, 11. Enquanto o primeiro dia foi dedicado ao setor de petróleo e gás natural, nos dois dias seguintes a programação da semana voltou-se ao tema da energia elétrica, transferindo-se para o Hotel Fairmont, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Olhar o futuro

Ainda na tarde do primeiro dia, Prado palestrou, enfatizando os cenários de óleo e gás, sobre o Plano Nacional de Energia (PNE) 2055 — que, em suas palavras, "nada mais é do que um recorte de cenários olhando o futuro, pensando em como apontar caminhos de um desenvolvimento que equacione o trilema da transição energética — de segurança, equidade e desenvolvimento sustentável".

Propondo-se a responder quais são os desafios e oportunidades para a construção de um sistema energético descarbonizado, que contribua para o desenvolvimento sustentável, o presidente da EPE organizou sua apresentação em seis grandes temas:

  1. Geopolítica de energia, que também foi assunto de painel com a diretora Heloisa Borges.

  2. Inovação, destacando o papel do setor de petróleo e gás natural para a inovação e o desenvolvimento tecnológico.

  3. Desenvolvimento sustentável.

  4. Demanda de energia e o papel do consumidor, considerando inclusive novas perspectivas de serviços, como inteligência artificial, data centers, descarbonização e eletrificação.

  5. Resiliência e segurança energética, em que abordou o Leilão de Reserva de Capacidade e fontes de energia do futuro.

  6. Políticas, governança e financiamento para a transição, citando a atuação da EPE no Plano Clima, na Taxonomia Sustentável Brasileira, no Plano de Mitigação e Adaptação, no Programa Nacional de Hidrogênio (PNH2), no Combustível do Futuro e nos grupos de trabalho do Programa Gás para Empregar.



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Presidente da EPE, Thiago Prado, no Fórum Brasileiro de Líderes em Energia de 2025

Geopolítica da incerteza

Mais tarde no mesmo dia, Heloisa Borges participou de painel sobre geopolítica e transição energética ao lado de Thiago Barral, Secretário de Transição Energética do Ministério de Minas e Energia; Luciana Costa, Diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); e Claudia Brun, vice-presidente da Equinor.

Nessa conversa sobre como as dinâmicas globais e a concorrência por recursos influenciam o mercado de energia no Brasil, a diretora Heloisa Borges apontou a concentração dos minerais críticos para a transição energética, acrescentando: “Nosso petróleo, nesse cenário geopolítico de tensões, com uma elevada incerteza, em que temos uma variabilidade grande de cenários futuros, continua sendo resiliente.”

Aproveitando a oportunidade, a diretora da EPE surpreendeu o público com um lançamento-surpresa do documento “Rodadas de Licitação no Mundo em 2025”, que analisa os leilões internacionais de blocos exploratórios de petróleo e gás ocorridos em 2024 e previstos para 2025, a conjuntura do setor upstream da indústria do óleo e gás e as perspectivas de futuro, junto de panoramas específicos de países selecionados.

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Segunda à direita, diretora Heloisa Borges no Fórum de Líderes em Energia de 2025

Encontros políticos

Durante o Fórum, na tarde do dia 10, o presidente Prado reuniu-se com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que reafirmou a importância da EPE como peça-chave no planejamento do setor energético nacional. Durante o encontro, Silveira elogiou a atuação técnica da EPE e destacou as importantes entregas que a empresa de planejamento tem realizado.
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Da esquerda para a direita, Thiago Prado, presidente da EPE, e Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia.

Após a reunião, Prado integrou o painel "ESG no setor elétrico: entendendo a sinergia com a COP 30, suas oportunidades e principais discussões", moderado por Flávia Teixeira (ENGIE Brasil), na companhia do Embaixador André Corrêa do Lago (Ministério de Relações Exteriores), Presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30); Thiago Barral (Ministério de Minas e Energia); Veronica Sánchez (Agência Nacional de Águas); Anderson Baranov ( Norsk Hydro Brazil); Luciana Costa (BNDES); e Agnes Costa (Agência Nacional de Energia Elétrica).


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