EPE lança Plano Indicativo de Oleodutos (PIO) e apresenta estudos na RioPipeline 2025

​Publicado em 15 de setembro de 2025

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Diretores Carlos Cabral e Heloisa Borges na RioPipeline & Logistics 2025

O transporte e a distribuição de gás natural estiveram em debate na RioPipeline & Logistics 2025, realizada pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) entre os dias 9 e 11 de setembro no Rio de Janeiro. Neste congresso, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) fez apresentações pertinentes ao tema, inclusive sobre tarifas, infraestrutura e pobreza energética, além de lançar o Plano Indicativo de Oleodutos (PIO).

Durante a abertura oficial, o Diretor de Gestão Corporativa da EPE, Carlos Cabral, destacou "a importância da promoção de oferta compatível com o crescimento da demanda [de combustíveis], e que seja capaz de atender ao consumidor brasileiro em condições adequadas de preço e qualidade, em um ambiente regulatório objetivo, claro e favorável aos investimentos para a expansão do setor downstream".

Plano Indicativo de Oleodutos (PIO)

Apresentado pela Diretora de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE, Heloisa Borges, na última quinta-feira, 11, o PIO apresenta oportunidades e iniciativas capazes de estimular o investimento em infraestrutura dutoviária, contribuindo para a competitividade crescente nos mercados de combustíveis, dando suporte à expansão do transporte dutoviário nacional e do planejamento energético brasileiro.

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Equipe da EPE em seu estande no evento

Palestras

A EPE também conduziu, em mesas técnicas do Rio Pipeline e em seu estande na feira do evento, exposições sobre:

  • "Desenvolvimento de um Modelo de Análise Espacial Multicritério para definição de traçados referenciais de dutos nos planos indicativos da EPE", pelo Analista de Pesquisa Energética André Cassino, da Superintendência de Meio Ambiente (SMA);

  • "Investimentos em infraestrutura de dutos para transporte de QAV¹: análise técnica e econômica para a promoção da competitividade no mercado de combustíveis", pela Consultora Técnica Patrícia Stelling, da Superintendência de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis (SDB);

  • "Análise comparativa de tarifas de transporte de combustíveis entre novos dutos e outros modos de transporte no contexto brasileiro", pelo Analista de Pesquisa Energética Gabriel Jorge, da SDB";

  • "Study of Building Block Revenues Methodology Applied to Gas Transmission Industry", sobre metodologia de cálculo de tarifa de transporte de gás, pelo Analista de Pesquisa Energética Ivan Aviles, da Superintendência de Petróleo e Gás Natural (SPG);

  • "Impactos da monofasia do ICMS na comercialização de combustíveis nas divisas estaduais", pelo Analista de Pesquisa Energética da SDB Filipe de Pádua Silva; e

  • o Observatório Brasileiro para a Erradicação da Pobreza Energética (OBEPE), pelo Analista de Pesquisa Energética Yuri Vandresen Pinto, da Superintendência de Estudos Econômicos e Energéticos (SEE).

Planos indicativos

Por fim, estiveram em exposição no estande da EPE os planos indicativos da infraestrutura de gás natural brasileira: o Plano Indicativo de Gasodutos de Transporte (PIG), o Plano Indicativo de Processamento e Escoamento de Gás Natural (PIPE) e o Plano Indicativo de Terminais de GNL (PITER), que cobrem desde a etapa de produção, passando por escoamento, processamento e transporte.

Atualmente em construção, o Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural e Biometano (PNIIGB) inclui estudos sobre as instalações e infraestruturas de tratamento, de processamento, de estocagem, de escoamento e de transporte, por qualquer modal logístico, a distribuição por gás natural comprimido (GNC) ou liquefeito (GNL), e as instalações e infraestruturas para escoamento, especificação e purificação de biometano.

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¹ QAV: querosene de aviação.


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