Publicado em 12 de junho de 2026
O planejamento energético na infraestrutura urbana, com destaque para a iluminação pública, foi tema de discussão com a participação da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no Congresso Paulista de Iluminação e Cidades do Futuro (CPIIC) 2026, realizado pela GHM Solutions em 9 e 10 de junho, no Parque Tecnológico de Santo André, em São Paulo. O CPIIC teve como foco conectar gestores públicos e privados para discutir iluminação pública inteligente, transição energética, políticas públicas e tecnologias para cidades sustentáveis e resilientes.
No segundo dia de evento, a Superintendente de Estudos Econômicos e Energéticos (SEE) da EPE, Carla Achão, falou sobre o assunto em painel moderado pela presidente da Associação Brasileira Mulheres da Energia (ABME), Zilda Costa, ao lado da Superintendente de Gestão do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), Juliana Tadeu, e da Presidente Executiva da Associação de Distribuidoras de Energia Elétrica Latino-Americanas (ADELAT), Alessandra Amaral.
O evento contou também com a participação das analistas de pesquisa energética da SEE, Ana Cristina Maia, Bruna Graça, Giovanna Pedreira e Marina Torelli.
Durante o painel, Carla destacou a importância da relação entre o planejamento energético nacional e local (realizado no nível das cidades) para guiar o Brasil de forma mais efetiva para uma transição energética justa e inclusiva, alinhada com os objetivos climáticos, de desenvolvimento econômico e redução da pobreza energética do País. Nesse sentido, a Política Nacional de Transição Energética (PNTE) lançada em 2024 representou um importante avanço ao incluir nas suas diretrizes a articulação entre as ações de política energética nas esferas federal, estadual, municipal e distrital, além de estabelecer base para diálogo e maior participação da sociedade. Para isso, a PNTE se vale de dois principais instrumentos: o Plano Nacional de Transição Energética (PLANTE), desenvolvido pelo MME a partir dos estudos técnicos da EPE para o Plano Nacional de Energia 2055 (PNE 2055), e o Fórum Nacional de Transição Energética (FONTE), espaço consultivo e permanente para diálogo entre governo, sociedade civil e setor produtivo.
Para a superintendente da EPE: “Planejar as cidades do futuro vai muito além da iluminação pública eficiente com 'postes inteligentes', é preciso um conjunto de esforços concatenados em várias frentes para preparar as cidades para os efeitos das mudanças climáticas, que incluem o gerenciamento de sistemas de água e esgoto, monitoramento dos níveis dos rios, drenagem de fossas e canais, adaptação das edificações, incluindo o atendimento à demanda reprimida por alguns serviços energéticos, especialmente nas classes de mais baixa renda, no caso de edificações residenciais, (re)arborização de ruas e avenidas, etc."
O papel estratégico das cidades na dinâmica do consumo energético, na integração de infraestrutura urbana e energética e na formulação de políticas públicas voltadas à descarbonização e à sustentabilidade urbana é analisado pela EPE em uma série de publicações sobre cidades inteligentes e sustentáveis.