EPE apresenta PNE 2055 e explora caminhos da transição energética brasileira no 2º Workshop do Plante

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) participou, na quinta-feira, 11 de junho de 2026, da segunda edição do Workshop do Plano Nacional de Transição Energética (Plante), realizado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em parceria com o FGV Clima, no Centro Cultural FGV, Rio de Janeiro.

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Na abertura do evento, a secretária substituta de Transição Energética e Planejamento, Lorena Perim, destacou a importância do Plano Nacional de Energia 2055, elaborado pela a EPE sob a coordenação do MME, para o Plante. “O Plano Nacional de Energia 2055 inovou ao trazer cenários. O planejamento energético nunca trabalha com caminhos fixos, ele tem cenários, possibilidades, tecnologias possíveis e diferentes ritmos de mercado e maturidade. O Plante bebe dessa fonte consolidada e também inova ao olhar pilares voltados para a justiça e o combate à pobreza energética”, afirmou. Também participaram da abertura a coordenadora da FGV Clima, Amanda Schutze, a Diretora da FGV EESP, Lilian Furquim, e o head de sustentabilidade da Itaúsa, Marcelo Furtado.

O consultor técnico da EPE Filipe de Pádua apresentou o Plano Nacional de Energia (PNE) 2055, um dos documentos utilizados como base técnica para construção do Plante. Ele lembrou que o PNE 2055 foi desenvolvido em três etapas, que envolveram a construção de cenários, exercícios quantitativos e elaboração estratégica, e destacou grandes tendências para o sistema energético nacional e as principais incertezas no horizonte de trinta anos.

Pádua também reforçou as principais mensagens da quantificação dos cenários e as recomendações estratégicas sugeridas pelo plano. “O PNE 2055 evidencia que o processo ordenado e equitativo da transição energética brasileira pode ser sustentado em bases tecnicamente sólidas. Trilhar esse caminho rumo à transição para um futuro energético sustentável do Brasil não será possível sem uma coordenação integração de políticas públicas para a transição energética e sem um amplo diálogo com a sociedade. É justamente o que estamos propondo hoje, junto com o MME e FGV Clima, trazer a sociedade para este diálogo e capturar as impressões por meio da consulta pública para o Plante”, afirmou.

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O evento contou, ainda, com a apresentação do processo de construção coletiva do Plante, por Rhayana Holz, da FGV Clima; e a apresentação institucional do Plante, seus pilares, diretrizes e ações voltadas à transição energética brasileira conduzida por Sergio Arymoraes, Coordenador-Geral de Estudos Integrados do MME.

Além disso, a mesa de discussão “Os pilares do Plante e os caminhos da transição energética brasileira" reuniu representantes do MME, da EPE, da FGV Clima, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do FGV CERI para debater os desafios e oportunidades da transição energética no país. O diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais da EPE, Thiago Ivanoski, participou da mesa e respondeu a perguntas sobre transição energética, captura de carbono, baterias, a relação entre o PNE e o Plante, entre outros temas.

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O Plante​ é um instrumento de implementação da Política Nacional de Transição Energética, voltado ao planejamento estratégico de longo prazo para o setor energético brasileiro, e tem como principais referências o Plano Nacional de Energia (PNE), o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) e o Balanço Energético Nacional (BEN).​

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