Publicado em 30 de maio de 2025
Superintendente da EPE no Centro Cultural FGV, em Botafogo
Publicado na quinta-feira, 29, o
Relatório Síntese do Balanço Energético Nacional (BEN) 2025 foi principal destaque da apresentação da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no 12º Seminário Sobre Matriz e Segurança Energética Brasileira do Centro de Estudos de Energia da Fundação Getulio Vargas (FGV Energia), realizado no mesmo dia. Um dos principais fóruns de discussão sobre o setor energético no Brasil, o evento abordou, nesta edição, temas como transição energética, produtividade e reposição de reservas de óleo e gás, IA generativa, produção e consumo de energia, armazenamento, financiamento sustentável e planejamento energético.
Representando a EPE, a Superintendente de Estudos Econômicos e Energéticos, Carla Achão, apontou as novidades deste ano, tais como "a contabilização do consumo de eletricidade no transporte rodoviário, o registro da evolução histórica da participação das fontes eólica e solar e do avanço da participação da micro e mini geração distribuída (MMGD) na geração total de eletricidade do país".
"Além disso, passamos a apresentar a evolução dos indicadores do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 7 — Energia Limpa e Acessível —, que elaboramos juntamente com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), incluindo comparação internacional. Por fim, dentre as novidades, vale citar a apresentação das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) na perspectiva da contribuição do setor de Energia em relação a outros setores, como o da Agropecuária e Uso da terra, Mudança do Uso da Terra e Florestas (LULUCF)", informou.
Em sua apresentação, a superintendente da EPE também contextualizou o uso de energia no País em relação ao cenário mundial. "Enquanto as emissões do setor de Energia corresponderam a 20,5% do total inventariado em 2022 no Brasil, os demais setores citados concentraram cerca de 70% do total de GEE inventariado, segundo dados do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI). No mundo a situação é diferente: é o setor de Energia que responde pela maior parte das emissões, atingindo quase 76% das emissões líquidas de GEE", detalhou.
De acordo com Carla Achão, o resultado brasileiro em relação às emissões deriva da alta renovabilidade da matriz energética brasileira, que alcançou 50% de renováveis em 2024. Em relação à matriz elétrica, a participação de renováveis registrou ligeira queda entre 2023 e 2024, atingindo 88,2% e mantendo-se bastante elevada, sobretudo quando comparada à média mundial (29,9%) e países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, 34,0%). "A redução da geração hidráulica e da importação de Itaipu associada ao aumento da geração a gás natural explicam a queda. O avanço da geração eólica e solar fotovoltaica ajudaram na manutenção do alto grau de renovabilidade da matriz elétrica brasileira", explicou.