Belém (PA), novembro de 2025 — A presença da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) na COP30 ganhou densidade e amplitude ao longo dos primeiros dias da Conferência, refletindo o papel estratégico do planejamento energético brasileiro nos debates internacionais sobre clima, segurança e transição energética. Entre 10 e 13 de novembro, a instituição - a convite do governo e de instituições do setor energético - se inseriu em agendas decisivas, reunindo autoridades, especialistas e organismos multilaterais para discutir temas que moldam o futuro do setor energético no Brasil e no mundo.
Ao participar de painéis técnicos, mesas de alto nível, eventos temáticos e rodadas multilaterais, a EPE levou à COP30 uma visão integrada sobre inovação, governança climática, inclusão social e cooperação internacional — elementos estruturantes para decisões que influenciam diretamente a transição energética global.
Três dias de debates que destacam o papel do planejamento na transição energética
As atividades da EPE nos primeiros dias da COP30 concentraram-se em temas estratégicos, que dialogam tanto com desafios emergentes quanto com a construção de caminhos sólidos para um futuro energético de baixo carbono. O presidente Thiago Prado, a diretora Heloísa Borges, o diretor Thiago Ivanoski e especialistas como Elisangela Almeida, Rachel Henriques, Glauce Botelho e Angela Costa representaram a instituição em agendas que envolveram desde a governança ambiental até tecnologias disruptivas para geração e transmissão de energia.
Dia 10 e 11 — Expansão renovável, governança e inclusão
Nos primeiros encontros, a EPE contribuiu com análises sobre:
- expansão renovável e desafios ambientais para novos empreendimentos de geração e transmissão;
- governança socioambiental, com ênfase em diálogo com comunidades e aceitação social de grandes projetos;
- flexibilidade e resiliência do sistema elétrico, incluindo inovações como turbinas a etanol;
- Mobilidade sustentável e intermodalidade;
- Debates sobre combustíveis sustentáveis, mercados de carbono e a integração de minerais críticos às cadeias produtivas de baixo carbono.
- Essas discussões reforçaram a importância de decisões baseadas em evidências técnico-científicas para garantir segurança energética, competitividade e sustentabilidade.
Dia 12 — Amazônia, riscos climáticos e planejamento territorial
- O segundo dia concentrou temas de grande relevância para o Brasil:
- riscos climáticos para o sistema elétrico, vitais para proteger ativos estratégicos;
- integração logística e energética na Amazônia, reforçando a singularidade da região;
- o ecossistema brasileiro de biocombustíveis e combustíveis sustentáveis e sobre como essa trajetória se conecta ao Brasil 4x pledge, compromisso de quadruplicar a produção global de combustíveis sustentáveis até 2030.
- debates sobre biodiversidade, impactos ambientais e infraestrutura, destacando a necessidade de compatibilizar desenvolvimento e proteção territorial.
Lançamos e divulgamos estudos fundamentais para o debate e o 4X Pledge lançado pelo Brasil, mostrando o passado, presente e futuro dos Biocombustíveis (que demonstra como o Brasil vem transformando ambição em entrega concreta) e a relação dos biocombustíveis e a agricultura familiar.
Dia 13 — Cadeias críticas, inovação e descarbonização
- A EPE integrou ainda uma agenda que discutiu:
- o papel dos minerais essenciais para a transição energética mundial;
- os avanços em bioenergia, agricultura e comércio internacional;
- a energia nuclear como fonte firme;
- soluções de flexibilidade da matriz elétrica, fundamentais para um sistema resiliente e moderno.
Também foram realizadas atividades dedicadas à descarbonização na América Latina, ao fortalecimento de capacidades técnicas nacionais e ao intercâmbio internacional para combustíveis sustentáveis.
Cooperação internacional e participação social: bases de um planejamento moderno
A EPE reforçou, em todas as suas intervenções, a importância da cooperação internacional como eixo para acelerar a inovação energética. As reuniões bilaterais, a interlocução com organismos multilaterais e a participação em eventos ministeriais ampliaram o espaço brasileiro nos debates globais sobre políticas públicas, governança, mercados de carbono e competitividade industrial.
Paralelamente, a instituição destacou a relevância da participação social na tomada de decisão. Em sua fala, o presidente Thiago Prado ressaltou os avanços trazidos pela Política Nacional de Transição Energética e pelos instrumentos de governança como o FONTE, além do papel do Observatório Brasileiro de Erradicação da Pobreza Energética (OBEPE), iniciativa liderada pela EPE que integra dados sociais e territoriais ao planejamento.
Dia da Energia, a contribuição da EPE aponta caminhos
As discussões acumuladas ao longo dos últimos dias preparam terreno para um dos momentos mais relevantes da COP30: o Dia da Energia, celebrado amanhã, quando a agenda global se concentra exclusivamente nos desafios e oportunidades do setor energético.
Sem afirmar explicitamente, o conjunto das participações da EPE deixa claro que as principais decisões sobre transição energética, segurança do suprimento, inovação, competitividade e inclusão dependem diretamente de um planejamento robusto e articulado, e que o Brasil tem muito a contribuir — e a defender — nesse debate.
A instituição participa do debate munida de dados, análises e visões técnicas que ajudam a iluminar caminhos para um sistema energético mais resiliente, preparado para impactos climáticos e alinhado às demandas econômicas e sociais de longo prazo.
Compromisso contínuo
Ao longo de toda a COP30, a EPE reafirma seu compromisso com a transparência, a cooperação e a produção de estudos técnicos sólidos que subsidiam decisões públicas responsáveis. Sua participação ativa reforça o lugar do planejamento energético como pilar central de uma transição justa, equilibrada e capaz de entregar benefícios reais ao país — hoje e nas próximas décadas.
Dia da Energia na COP
O Dia da Energia na COP, 14 de novembro, é uma iniciativa que visa promover a transição para fontes de energia renováveis e a redução das emissões de gases de efeito estufa. Durante o evento, são discutidas iniciativas globais relacionadas à energia verde, hidrogênio renovável e armazenamento de energia. Essas ações são centrais para a promoção de uma economia de baixo carbono e para a implementação das metas globais de combate às alterações no clima.