Cooperação financeira é assinada entre NDB e State Grid para bipolo Graça Aranha–Silvânia

​Publicado em 3 de julho de 2025

Representando o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Prado, presidente desta empresa pública, participou da cerimônia de assinatura de memorando de entendimento sobre a cooperação financeira entre o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e a subsidiária brasileira da estatal chinesa State Grid (SGBH) para a Graça Aranha Transmissora de Energia (Gate).

A Gate administra o bipolo Nordeste I, linha de transmissão em corrente contínua em ultra-alta tensão que está sendo construída para conectar as subestações de Graça Aranha, no Maranhão, e de Silvânia, em Goiás, passando pelo Tocantins. Com cerca de 1,5 mil quilômetros de extensão, a obra foi licitada em 2023 e tem conclusão prevista para 2029.

Em seu discurso, o presidente da EPE celebrou os avanços da parceria estratégica entre o Brasil e a China. "Nosso compromisso é que esta cooperação sirva sempre para construir um futuro com mais dignidade e oportunidades para nossos povos. No contexto geopolítico atual, urge fortalecer os laços sino-brasileiros em prol do desenvolvimento inclusivo e, principalmente, da paz", afirmou Thiago Prado.

Criado na VI Cúpula do BRICS, o NDB mobiliza recursos para financiar projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável em países em desenvolvimento. Além de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, membros fundadores do NBD, ingressaram no banco multilateral, entre 2021 e 2023, Bangladesh, Emirados Árabes Unidos e Egito.

De acordo com o presidente Prado, "o papel ativo desempenhado pelo NDB, inclusive sob liderança brasileira, tem sido fundamental para fomentar projetos de infraestrutura, energia limpa, conectividade e inclusão social em países do Sul Global".

A nova linha de transmissão deverá aumentar a capacidade de exportação da energia elétrica gerada nas regiões Norte e Nordeste, contando entre seus benefícios a redução de riscos e aumento da segurança operativa do sistema, maior flexibilidade, alívio de sobrecargas estruturais verificadas na interligação "Norte-Sul" e resiliência para o sistema, na ocorrência de perturbações críticas, conforme estudos de planejamento conduzidos pela EPE.

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