Conjuntura e tendências do setor petrolífero brasileiro ao longo dos últimos doze meses.

​A pandemia de Covid-19 teve um impacto considerável na demanda brasileira de petróleo e gás, afetando os investimentos no setor. Contudo, a economia vem se recuperando, com a demanda chegando próxima aos picos anteriores, e até ultrapassando-o, no caso das vendas de óleo diesel.

Os preços do petróleo e de seus derivados tiveram grande apreciação na primeira metade do ano de 2022, principalmente em função do conflito em andamento entre Rússia e Ucrânia, mas também devido ao crescimento da demanda global acima dos valores que eram projetados. No mercado doméstico, os preços de combustíveis tiveram altas significativas. O óleo diesel de baixo teor de enxofre (S-10) teve o maior aumento, de 42%, enquanto a gasolina teve alta de 8%, e o gás liquefeito de petróleo (GLP) subiu 10%, em valores médios.

Os setores de midstream e downstream também têm passado por mudanças significativas. Embora os processos de desinvestimento de refinarias da Petrobras tenham sofrido atraso no cronograma em função da pandemia, obstáculos regulatórios foram superados, permitindo a conclusão de venda de quatro das oito refinarias postas à venda. Espera-se que esses desinvestimentos estimulem outros agentes do mercado a realizarem investimentos nessas refinarias, bem como em terminais aquaviários, oleodutos e a integração com o modo ferroviário. Esse investimento ajudará o Brasil a garantir o abastecimento frente ao aumento da demanda projetada para combustíveis.

O setor de gás natural passa por uma transformação estrutural, e evoluiu consideravelmente após a promulgação da Nova Lei do Gás. As empresas começaram a se tornar operadoras e a diversificar suas atividades e investimentos. Isso é principalmente devido ao avanço nas discussões sobre o acesso de terceiros a instalações essenciais, o que estimulará a concorrência e mais investimentos.

Acesse aqui o Brazilian Oil & Gas Report 2021/2022


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