Publicado em 21 de março de 2025
A capacidade instalada da matriz elétrica vai crescer 35% até 2034, enquanto a demanda por minerais na matriz aumentará 54% no mesmo período.
"Não há transição sem minerais. As tecnologias que nos conduzem a um futuro de baixo carbono — como baterias, turbinas eólicas, painéis solares — são muito mais intensivas em minerais do que suas equivalentes convencionais." Assim falou o Presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Prado, durante o webinário de lançamento do
Caderno de Minerais Críticos e Estratégicos para a Transição Energética, realizado na quinta-feira, 20,
com transmissão ao vivo pelo YouTube.
De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), a demanda por minerais críticos deve quadruplicar até 2040 para atender às metas climáticas globais. No entanto, esses minerais estão concentrados em poucos países, o que traz desafios de segurança de suprimento e contornos de geopolítica ao debate. "Para o Brasil, isso representa uma grande oportunidade, pois somos líderes em energias renováveis e detentores de uma das maiores riquezas minerais do planeta", afirmou o Presidente da EPE.
Na primeira parte do webinário, as Analistas de Pesquisa Energética Natalia Moraes e Marina Klostermann apresentaram o estudo, detalhando seus principais pontos e trazendo o contexto, conceitos e os desafios e oportunidades no Brasil. Baseando-se no
Plano Decenal de Energia 2034, o Caderno apresenta projeções dos minerais mais demandados para a matriz energética brasileira e para a eletromobilidade.
Já na segunda parte do evento, o Superintendente Adjunto de Estudos Econômicos e Energéticos, Gustavo Naciff, mediou o debate com os convidados. Participaram do painel Leandro Andrade, diretor do Departamento de Informações e Estudos Energéticos da Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento (SNTEP) do Ministério de Minas e Energia (MME); Rodrigo Cota, diretor do Departamento de Transformação e Tecnologia Mineral da Secretaria Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME; e Valdir Silveira, diretor de Geologia e Recursos Minerais do Serviço Geológico Brasileiro (SGB).