Publicado em 14 de agosto de 2026
No dia 10 de agosto, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) participou de sessão temática sobre energias renováveis no Brasil e na América Latina no Senado Federal. O debate teve como objetivo discutir as políticas públicas que dizem respeito ao tema e a liderança brasileira no setor diante do contexto global.
A EPE esteve representada pelo Diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais da EPE, Thiago Ivanoski, e pelo Assessor da Presidência Gustavo Naciff. Ao plenário, Ivanoski apresentou informações atualizadas dos principais instrumentos do planejamento energético do país — Plano Nacional de Energia (PNE), Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) e Balanço Energético Nacional (BEN).
Em sua apresentação, Ivanoski descreveu a evolução das matrizes energética e elétrica brasileiras, que se diversificaram com o avanço das energias renováveis, como solar, eólica e biocombustíveis, e dos recursos energéticos distribuídos (MMGD). No período analisado, cresceram também, como mostram números do BEN apresentados pelo diretor, a capacidade instalada de térmicas a gás, como reforço à segurança energética, e a malha de transmissão, que conecta a energia gerada à consumida.
De acordo com dados da plataforma InvesTE, que mapeia os financiamentos públicos e publicamente orientados no setor energético brasileiro a partir de 2015, o investimento médio anual foi em torno de R$100 bilhões no período, advindos principalmente de bancos de fomento e de debêntures incentivadas.
Para a próxima década, a projeção do PDE é de aumento da capacidade instalada de geração de energia elétrica de 249 gigawatts (GW) para 359 GW, isto é, um aumento de 44%. “É fundamental, para a segurança e transição energética do país, fazer crescer ainda mais a transmissão", ponderou Ivanoski.
No longo prazo vislumbrado pelo PNE, que considera as metas climáticas de redução de emissões, a tendência é de avanço da diversificação e das fontes renováveis, assim como do consumo de eletricidade. Por outro lado, impõem-se desafios de resiliência climática e de conexão de grandes cargas.
O diretor concluiu sua participação destacando que “o planejamento energético está disponível e a favor da sociedade", reforçando o compromisso da EPE de entregar estudos e pesquisas de alta qualidade para ajudar o país a decidir o futuro da energia no mundo.
Também participaram do debate representantes do Ministério de Minas e Energia, República do Chile, Global Renewables Alliance, associações brasileiras de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica), de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), da Indústria do Hidrogênio Verde (Abihv) e das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage), Instituto Nacional de Energia Limpa (Inel), Conselho Global de Energia Eólica, Hitachi Energy, Instituto E+ Transição Energética, Atlas Agro Brasil e Associação Internacional de Hidroeletricidade, além de deputados e senadores.
